Post randômico: diário em fotos

Ontem passei o dia escrevendo um post sobre coragem que, no fim das contas, achei que não era pra ser publicado agora, mas acho até o fim da semana ele deve estar por aqui no blog. Ao invés disso, pensei em fazer um breve diário com algumas fotos que me marcaram nesses últimos meses para contar algumas coisas que estão acontecendo na minha vida, alguns itens favoritos, detalhes e observações do dia a dia. Foi algo totalmente fora do planejamento, mas talvez o resultado fique legal e eu faça mais posts desse jeito por aqui. Enfim, vamos ver no que dá.

 

23/07/18

A primeira foto que eu queria mostrar é essa que foi tirada no dia da minha formatura em Jornalismo, lá em julho (e parece que já faz uma eternidade!). Eu, Rafa e Duda completamos dez anos de amizade agora em 2018 e talvez essa seja a foto que eu mais amei nesse tempo todo em que estamos juntas. Ela, inclusive, é muito parecida com uma foto que a gente tirou no meu aniversário de 15 anos, mas, por ter ficado simplesmente horrível eu desisti de colocar um antes/depois.

Ela tá aparecendo aqui, porque eu não consigo deixar de sorrir quando a vejo, não só pela felicidade imensa que eu tava sentindo por concluir a faculdade, mas também por lembrar o quão especial é a nossa amizade, quantas coisas a gente passou juntas até chegarmos aqui hoje, no quanto a gente sonhou em como seria esse dia e, finalmente, em como foi vivê-lo juntas. Foi muito muito especial.

04/08/18

Nesse dia, eu, Bruna e Douglas estávamos em Maragogi-Al, e descemos bem cedinho na praia pra ver o nascer do sol. Douglas testou vários dos suas habilidades como fotógrafo quando eu fui molhar os pés na água gelada e eu acabei gostando muito dessa foto.

Talvez você que me conhece ou que acompanha o blog há algum tempo já saiba da minha relação especial com essa hora do dia. Eu me sinto energizada pelo sol nascendo, pelas cores, pela luz, pela sensação. E apesar da minha cara de sono na imagem, eu gosto desse sentimento todo que essa foto transmite pra mim, de calmaria e fé no dia que tá nascendo.

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11/08/18

Ainda em agosto e ainda em Maragogi, eu e meu irmão saímos para andar de caiaque quando a maré estava baixinha e tranquila. No fim, esse terminou sendo um dos momentos mais divertidos do nosso fim de semana.

Eu nunca tinha feito isso antes e adorei! Você acha que não tem jeito de se molhar dentro de um desses, mas eu saí de lá ensopada, o que por um lado foi bom, porque o sol tava bem quente e remar cansa bastante. Depois de meia hora, a melhor parte foi cair na água.

Essas duas fotos saem um pouco do padrão aqui do post, mas estão aqui pra representar dois hábitos legais que eu venho incorporando no meu dia a dia: o de cuidar da minha pele e de comer coisas que me façam bem.

Cuidar da pele já é algo que eu tenho como hábito há algum tempo e não abro mão. Já contei nesse post aqui alguns dos cuidados que eu tenho com a minha pele, mas pretendo (bem em breve) escrever um mais extenso sobre as mudanças que têm ocorrido com ela, como o anticoncepcional interferiu nela, os produtos que eu amo usar etc. Essas máscaras eu comprei em setembro numa ida ao shopping e acabei adorando, sobretudo essa da Ricca que é tipo um gelzinho (vou falar mais sobre ela no post que mencionei aí em cima). Pra quem costumava usar só máscara de argila feita em casa foi bem legal experimentar algumas coisinhas novas e que, acreditem ou não, sempre deixam meu dia mais alegre. Mesmo que seja uma máscara facial.

Sobre esse monte de folhas aí do lado, elas fazem parte dos maravilhosos componentes do meu suco verde, que nada mais é que uma maçaroca de frutas, vegetais, legumes e sementes que ajudam meu organismo a repor várias coisas que eu não como normalmente. Eu sempre fui a menina mais fresca da vida pra comer coisas saudáveis, o que não é algo que me orgulha e que, aos pouquinhos, tô conseguindo mudar.

Minha mãe tem me ajudado bastante com isso, na verdade. Foi ideia dela a de congelar as folhas pro suco pra que eu não ficasse com preguiça de fazer no dia a dia. É só ir no congelador, pegar um dos saquinhos, jogar no liquidificador com o resto das coisas e beber. Não vou mentir, é bem chato congelar tudo, mas fica muito mais fácil no final das contas e tem ajudado demais na minha disposição, saúde e até na minha pele. Faz meses que eu não pego um resfriado, algo impossível de se imaginar um tempo atrás.

Aí num dia em setembro em tava vasculhando uns álbuns antigos e encontrei essa foto minha lá na Praça do Entroncamento, na época em que faziam um parquinho de diversões perto do Natal. Essa sempre foi umas das minhas fotos preferidas de quando eu tinha uns 5, 6 anos: eu tinha uma cara de bolacha, com cabelo no ombro e franjinha (uma relação de amor e ódio eterna) e ainda uma calça com a barra bem larga caindo por cima das minhas plataformas da Xuxa.

Era um look 100% a minha cara naquela época, e achei engraçado comparar com uma foto super recente e ver como os tempos mudam e como minha relação com a moda também (pretendo falar sobre isso num post mais pra frente). Não sei exatamente em qual momento eu comecei a me interessar pelo assunto, mas depois de várias experimentações, acredito que hoje me encontrei num estilo em que me sinto bem à vontade e que vou pontuando com novas peças quando vejo necessidade. Esse look mesmo aí da foto é tão eu que dá lágrimas nos olhos.

A Crystal de hoje em dia definitivamente não se vê mais usando plataformas ou esse estilo de jeans ou até o cabelo nesse corte, mas acho lindas as fases que eu passei pra chegar em quem eu sou hoje. E eu era muito fofa, né não?

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23/09/18

Essa aí eu tirei um tempinho depois, quando eu fui pela primeira vez no Paço do Frevo, no Recife Antigo, durante um passeio com uma prima do Rio de Janeiro. Eu acho a coisa mais linda do mundo essa arquitetura do centro da cidade, que me transporta no tempo pra tantas décadas e séculos passados e me enche de orgulho de morar numa cidade com tanta história pra contar.

É uma pena o descaso que o governo tem com a conservação e manutenção dessas casas, mas não deixo de achar lindo esse contraste do verde nascendo onde “não deveria”. O centro do Recife tem essa particularidade de guardar beleza bem mais alto do que a que a gente vê na altura dos olhos.

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26/09/18

Essa talvez seja a foto mais aleatória do post, mas adoro olhar pra ela. A manta e os lençóis branquinhos da minha cama fazem parte da lista de coisas que mais amo nessa vida e não tem nada mais maravilhoso que passar um domingo bem longo aconchegada com um livro maravilhoso ou finalmente dormir nela depois de um dia daqueles.

O detalhe é que o colchão fica apoiado numa plataforma de pallets, até apoiei algumas garrafas de vinho bonitas na tentativa de uma decoração original. Espero, em algum momento desse blog, falar um pouco sobre como foi a experiência de montar e decorar uma cama nesse estilo, mas isso vai ficar um pouco pra depois.

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05/11/18

Por fim, uma foto de ontem mesmo.

Eu adicionei esse caixote na decoração do closet bem recentemente e achei uma gracinha o jeito que ele compôs com o resto do ambiente. Aliás, nem é muito difícil, já que quase tudo no meu quarto agora é feito dessa madeira clarinha. Assim como rolou com a cama, a ideia de fazer um closet também foi intuitiva e aconteceu bem por acaso. E hoje tenho um orgulho danado desse espaço tão lindo que eu tenho aqui (devo incluir todo o processo de criação do closet no post da cama de pallets também).

 

Então é isso!

Talvez o post não tenha ficado exatamente do jeito que eu planejei, porque no meio dele eu comecei a ter uma crise de dor no maxilar por conta da minha recente falta de sisos e isso desviou bastante da minha concentração. Mas eu vou ajustando esse modelo com o tempo.

“Aprende a entender o seu momento”

via Pinterest

Eu não costumo gostar do período em que eu passo menstruada, principalmente aqueles três primeiros dias. Neles eu me sinto indisposta, fico rabugenta e hipersensível ao que acontece perto de mim e isso não me agrada nem um pouco (e, às vezes, quem convive comigo. Desculpa!). Principalmente a parte da indisposição. Parece que a minha menstruação escolhe descer naquela parte da semana em que eu tenho compromissos que não dá pra desmarcar ou que tenho coisas pendentes que não posso mais adiar e isso me deixa louca.

Geralmente eu tiro da minha lista de prioridades tudo aquilo que não for EXTREMAMENTE importante de se fazer, mas o fato de deixar as coisas de lado e me concentrar em deixar a cólica passar vendo um filminho bobo me deixa muito culpada. Eu sei que é péssimo, mas na maioria das vezes eu não consigo fazer outra coisa a não ser me achar um lixo por não conseguir me concentrar em nada que não seja mais uma comédia romântica na TV ou em tentar terminar o meu dia logo para me deitar na minha cama com uma bolsa de água quente por perto.

No momento em que eu escrevo esse texto, é exatamente nessa parte do mês em que eu estou e foi inevitável pra mim achar que eu poderia estar fazendo mil e uma coisas a mais do que eu estou fazendo agora (no caso, aproveitando cada segundo desse surto criativo inesperado para produzir algo) e me sentindo bem melhor comigo. Mas só até eu conversar sobre isso com a minha mãe e ela falar assim pra mim: “Se você sabe que todo mês isso vai acontecer e você vai se sentir assim, porque você simplesmente não para de se culpar? Aprende a entender o seu momento”.

Pois é. Mais uma vez, ela estava certa. E me deu um belo soco na cara. Figurativamente, claro.

É uma coisa tão óbvia que, quando eu ouvi, não acreditei que tinha esquecido. Eu estava tão ocupada discutindo com as infelicidades do meu ciclo menstrual que nem parei pra pensar no quão inútil isso é e no quão dura eu estava sendo comigo mesma sobre uma coisa que inevitavelmente vai acontecer.

Acho que ser gentil com a gente é algo que, se não ficamos constantemente nos lembrando, vamos deixando que o mundo e a situação e o humor e a vida nos engula, sem que a gente pare pra refletir e pense que, de repente, pode ser que a tal gentileza se aplique aí.

Entender o nosso momento e respeitar o que a gente tá vivendo talvez seja uma das coisas mais difíceis de todas. Pelo menos, no meu caso, é bastante. Ser produtiva é algo importante pra mim, e sempre vejo tantas pessoas por aí fazendo mil coisas durante o dia que acabo achando que o padrão é justamente esse: ser um super-herói 100% do tempo. Quando na verdade é exatamente o oposto: a gente não tá disposto e empolgado o tempo todo, ninguém é assim. E tá tudo bem.

É importante nos lembrar sempre de respeitar o nosso momento atual, assim como também é importante aprender que nem todos os dias a luz do sol vai nos encantar pela manhã e que inseguranças são normais ao ser humano. E que alguns momentos ruins são maiores que outros e tá tranquilo.

E mesmo que eu saiba que daqui a alguns dias eu vou estar me sentindo bem melhor, eu já estou fazendo o máximo que eu posso hoje. Eu tô escrevendo esse texto! Só isso, pra mim, já deveria ser uma vitória. Pode ser que não seja o ideal pras metas que eu tinha pro meu dia, mas é o que eu posso fazer no momento e sou muito grata por conseguir abrir uma brecha nessa indisposição chata e fazer pequenas coisas.

Porque a gente não se propõe esse exercício? Vamos lembrar de ser mais gentis com a gente e entender os nossos momentos. E, claro, ser gratos por aquilo que fizemos no nosso dia, mesmo que pareça insignificante. Eu vou tentar lembrar disso por aqui e você tenta por aí, combinado?

Se cultivar com amor

 

via Pinterest

“Ela se cultiva da mesma forma que cultiva rabanetes na varanda: com amor”

Essa foi uma frase que nunca saiu da minha cabeça desde que eu a li em Como ser uma parisiense, livro que já resenhei aqui no blog. Vira e mexe eu penso nela e na importância que ela representa. Você já pensou sobre isso? Em se cultivar com amor?

Não são poucas as vezes em que a gente prioriza Deus e o mundo e acaba se deixando de lado. Tem tantas coisas que parecem precisar mais da nossa atenção. Nos envolvemos com trabalho, família, relacionamentos, stories do Instagram, pendências no banco e tantas outras coisas que no final, nem nos lembramos de nos colocar na nossa lista de afazeres. E nem consigo dizer o quão isso é importante.

Se a gente não tá legal fisica e mentalmente, como podemos viver bem? Como que se consegue olhar com amor para o mundo e enxergar beleza? Como não se deixar levar por essa pressão constante de estar sempre entre os melhores, de ser produtivo 100% do tempo e achar que o amanhã é sempre melhor que o hoje? Hoje ainda dá tempo de ser um bom dia, de ter um momento em que a gente fica bem com a gente mesmo.

Quando falamos sobre cuidar de nós mesmos é bem mais fácil lembrar de primeira em cuidados estéticos e eu acredito sim que mostrar pro mundo a melhor versão de nós mesmos é tão importante quanto estar com a cabeça no lugar. Quando a gente olha no espelho e se vê genuíno, honesto com o que a gente quer passar é como se tudo se encaixasse. E o legal é que o ato de se cuidar por fora (e por dentro também) quem determina é você, não precisa ser imposto por ninguém e só você pode ditar as regras.

As maneiras são diferentes, mas o princípio do auto-cuidado é sempre o mesmo: olhar para dentro de si e se perguntar o que você tá sentindo, o que tá faltando. Tem dias em que eu tenho uma sensação chata de que as coisas estão fora do lugar, que eu não estou bem o suficiente, que tem alguma coisa faltando. Essa ansiedade vem, muito provavelmente, por conta da minha cobrança (quase) constante de que eu deveria ser perfeita o tempo todo, de ter que “ticar” todas as minhas tarefas do dia, estar sempre disposta e de bem comigo.

Nem sempre isso é possível. A gente não é produtivo ou está de bom humor ou querendo conquistar o mundo o tempo todo. Por isso é tão importante olhar para dentro da gente e ser gentil, entender nosso estado de espírito e que está tudo bem.

Praticar esse exercício de gentileza e de aceitar o seu momento talvez seja uma das coisas mais importantes dentro do nosso auto-cuidado. Já tem tanta gente lá fora dizendo como temos que ser e agir que permitir que nós também façamos isso com nós mesmos não deveria ser algo comum. Podemos viver sem essa cobrança toda.

Acredito que o poder de se cultivar com amor está nas pequenas coisas que fazemos por nós no dia a dia, que entram tão fluidas na nossa rotina que a gente nem sente, mas quando para pra pensar, vê o bem danado que faz.

Pra mim, cuidar do meu corpo, por dentro e por fora, é o maior sinônimo de auto-cuidado possível. Dormir bem, tomar muita água, hidratar minha pele, tomar um suco verde, fazer máscara de argila, sair pra caminhar na praia escutando música, ler um livro antes de dormir, arrumar meu quarto, assistir vídeos no YT que me ensinem coisas novas, conversar sobre coisas que estão me deixando insegura. Essas são algumas coisas que me fazem ter a sensação de estar contribuindo de alguma forma para meu bem estar.

E o melhor é que cada um tem um jeito de se auto-cuidar. Não existem regras e nem certo ou errado, apenas o que te faz bem e que te ajuda a se sentir melhor com você mesmo. Aproveitando a oportunidade, listei aqui algumas coisas que podem te ajudar nesse processo:

  • Fazer uma limpa no Instagram (deixar de seguir perfis que só te deixam pra baixo e bloquear os stories que não interessam);
  • Repensar aquele relacionamento que mais te deixa pior do que melhor;
  • Fazer algo que sempre quis, mas que nunca fez pelo simples motivo de achar que não vai conseguir;
  • Procurar terapia;
  • Otimizar o tempo que você passa no transporte público ouvindo um podcast de um assunto que te interessa;
  • Investir num hobby;
  • Parar um pouco, respirar conscientemente e olhar para o céu;
  • Praticar mindfulness (consciência plena);
  • Voltar a estudar.

As opções são infinitas e o ato em si é lindo. É difícil entender, mas ninguém pode fazer isso por nós e nem o mundo vai parar para que a gente passe alguns momentos na semana investindo no nosso bem estar. Temos que nos colocar como prioridade algumas vezes e entender que não é egoísmo pensar na gente, mas um ato de amor que ninguém pode nos tirar.