Novos na estante #1 (DVDs)

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Essa semana fiz uma compra significativa de DVDs usados, já que mais uma locadora perto da minha casa está fechando. Nem preciso comentar o quanto esses Feirões de DVDs me deixam maluca. Eles sempre são a oportunidade de encontrar filmes que eu amo, ou que quero conhecer, por preços muito maravilhosos. Aqui vão os que eu escolhi e que agora fazem parte da minha coleção:

  • Confissões de Uma Adolescente em Crise (2004), de Sara Sugarman

Eu sou da geração que assistia aos filmes da Lindsay Lohan no Disney Channel e amava. Confissões, por mais exagerado e bobo que seja, era um dos meus preferidos quando o assunto era fazer a tarde passar mais rápido. E me garantia boas risadas. Também é o único filme da Megan Fox que eu consigo assistir.

No filme, a drama queen Mary (Lindsay) é uma aspirante à atriz que vê sua vida ser arruinada quando a mãe decide se mudar da cintilante Nova York para a sem graça Dellwood, em Nova Jersey, onde nada nunca acontece. O filme tem muitos seguimentos: temos a mudança e adaptação de Mary à sua nova vida; as aventuras para conseguir assistir ao último show da sua banda favorita, o Sidarta; a montagem moderninha de Minha Bela Dama (1964) na escola; e um carinha que ela gosta. São muitas coisas, o que nunca é muito positivo num filme, mas apesar de tudo acho que o roteiro conseguiu abrange-los e os seguimentos foram bem amarrados e até bastante convincentes. Pelo menos a maior parte deles.

Claro que o melhor deles é o do show, é muito divertido ver Mary e sua amiga Ella (Allison Pill) fazendo de tudo para conseguir convencer seus pais à ir para Nova York ver o show e depois tentando conhecer os caras da banda. Teve uma época em que eu tentei fazer a mesma coisa pela minha banda preferida, o Beirut, mas infelizmente eles cancelaram o show antes de eu ter tido a oportunidade. Anyway, o que importa é que o filme é muito fácil de se identificar por esse motivo, quem é fã sabe. A compra valeu pela nostalgia.

  • O Garoto de Liverpool (2009), de Sam Taylor-Wood

Esse aqui foi o único que eu não comprei no Feirão. Foi um achado em outro lugar em que eu amo comprar DVDs: as Lojas Americanas. Me surpreendi porque nunca achei que esses filmes que eles vendiam na capa de papelão fossem bonitos por dentro. Foi uma grata surpresa. Mesmo que a capa seja realmente muito feia.

O Garoto de Liverpool é baseado no livro Imagine This: Growing Up With My Brother John Lennon e mostra o jovem e solitário John vivendo em Liverpool e sendo criado pela autoritária tia Mimi. Seu maior ídolo era Elvis Presley e foi nessa época, quando vivia se questionando “porque Deus não me fez Elvis?”, que ele encontrou no rock uma forma de expor seus dilemas e sentimentos. Se você é fã dos Beatles e ainda não assistiu o filme, saiba que esta cine biografia não é apenas sobre o músico John Lennon, o foco recai principalmente sobre o adolescente John, suas dúvidas, amarguras e até as chatices.

Assisti o filme já faz um tempinho, mas vai ser bom revê-lo em breve, eu gostei muito da história. Uma curiosidade: o ator que interpreta o John, Aaron Taylor-Johnson, e a diretora se casaram um tempo após as gravações e estão juntos até hoje.

  • Um Homem Sério (2009), de Joel e Ethan Coen

Esse é o meu primeiro filme dos Irmãos Coen em dois sentidos: é o primeiro filme deles na minha estante e o primeiro que vou assistir da filmografia da dupla. Os Irmãos Coen escrevem os próprios roteiros dos filmes que dirigem, fora os roteiros que escrevem para outros diretores, e esse é geralmente o maior trunfo nos seus longas. Como fã da arte de escrever filmes eu não podia deixar de conferir a obra dos dois.

Na comédia, Larry Gopnick (Michael Stuhlberg, que é muito parecido com o Joaquin Phoenix) é um professor de física que vê sua vida mudar radicalmente quando sua esposa, Judith (Sari Lennick), decide deixá-lo por Sy Ableman (Fred Melamed). Além disto, uma carta anônima ameaça sua carreira na universidade. Larry ainda precisa lidar com os problemas de Arthur (Richard Kind), seu irmão, que mora em sua casa e dorme no sofá; seu filho Danny (Aaron Wolff), problemático e rebelde; e ainda Sarah (Jessica McManus), sua filha, que constantemente pega dinheiro de sua carteira para uma futura cirurgia plástica no nariz. Sem saber o que fazer, Larry busca os conselhos de três rabinos.

  • Maria Antonieta (2006), de Sofia Coppola

Definitivamente a compra que me deixou mais feliz! A verdade é que a história de Maria Antonieta fica completamente ofuscada por toda a arte do filme: desde a fotografia, passando pelos figurinos e a maquiagem e terminando na direção de arte. O filme é belíssimo. A Sofia Coppola conseguiu imprimir um ar elegante, leve, moderno e rocker à uma história que estamos cansados de ouvir nas aulas de história. O filme se vale só pelo visual e não à toa conseguiu um Oscar pelo figurino além de indicações em outras categorias técnicas.

Mas pensando mais seriamente sobre o enredo, o filme retrata a história de uma adolescente, quase uma criança, que saiu de seu país natal para casar com um completo estranho e se tornar a mulher mais poderosa da França. Maria Antonieta chega a ser real em muitos momentos por se tornar uma metáfora para situações que qualquer garota, em qualquer lugar do mundo, poderia viver, afinal ele fala sobre amadurecimento, sobre pressão dos que vivem à sua volta, sobre ter milhões de responsabilidades mas querer apenas curtir o seu momento com os amigos. Uma delícia de se assistir.

  • Mens@gem Para Você (1998), de Nora Ephron

Acho que Mens@gem Para Você já se tornou um clássico. Quem não conhece a história dos vendedores de livros que se conheceram pela internet e acabaram se apaixonando, mas que quando se viam ao vivo, sem saber que se conheciam, só faltavam matar um ao outro? A performance do Tom Hanks e da Meg Ryan também é uma atração à parte. Sem falar que os diálogos são excelentes.

Destaque para o diálogo entre os dois quando o Joe (Tom) explica para a Kathlleen (Meg) por que O Poderoso Chefão (1972) é a resposta para todas as questões importantes da vida. É genial. É exatamente assim que eu me sinto com (500) Dias Com Ela (2009).

  • Por Uma Vida Melhor (2009), de Sam Mendes

Esse é um daqueles filmes com que eu tenho uma historinha. Por muito tempo eu passei por ele na locadora, mas nunca dava muita atenção. Eu sempre achei a capa bonita, mas nunca me dei ao trabalho de olhar do que se tratava. Bisbilhotando um pouco na internet, descobri Por Uma Vida Melhor na filmografia do Sam Mendes e achei meio coincidência. Aí quando vi que estava à venda no Feirão decidi levar.

Ainda não assisti nem nada, mas estou ansiosa. Aqui vai a sinopse: Burt (John Krasinski) e Verona (Maya Rudolph)  estão animados em ter o primeiro filho em alguns meses. O casal mora no mesmo estado que os país de Burt e gostam da ideia de tê-los por perto. Porém, ao saber que os avós do futuro bebê pretendem mudar para a Bélgica, Verona fica abalada já que perdeu os pais quando era jovem. Na busca de solucionar o problema, eles decidem viajar pelo país, conversar com amigos e descobrir qual o melhor lugar para criar o filho deles.

  • Quatro Amigas e Um Casamento (2012), de Leslye Headland

Esse aqui eu comprei por conta da Kirsten Dunst, que é maravilhosa. Também porque não fui bem sucedida em encontrar a versão legendada para assistir na internet. Mesmo não gostando muito de comédias, o elenco é bem legal e parece ser divertido.

Em Quatro Amigas, as garotas mais populares da escola Regan (Kirsten Dunst), Katie (Isla Fisher) e Gena (Lizzy Caplan) têm como passatempo perturbar a gordinha e pouco popular Becky (Rebel Wilson). Agora, anos mais tarde, Becky é a primeira a se casar. Para escolher as madrinhas do casamento, Becky escolhe suas antigas amigas. Logo depois o trio aceita o convite e resolve preparar para Becky uma despedida de solteira, mesmo sem conseguir esconder a dor de cotovelo por ela ser a primeira do grupo a se casar.

  • Ruby Sparks: A Namorada Perfeita (2012), de Jonathan Dayton e Valerie Faris

Jonathan e Valerie são casados e foram os diretores de Pequena Miss Sunshine (2006), um filme que eu amo. Eles continuam essa parceria em Ruby Sparks, também muito adorável. Aqui, Calvin é um jovem escritor que foi incrivelmente elogiado por seu primeiro livro. Agora ele sofre com a pressão de escrever outra obra à altura da primeira. Pensando em seu bloqueio criativo, seu terapeuta lhe dá a ideia de escrever aleatoriamente sobre alguém. Então ele começa a escrever sobre Ruby, uma garota fictícia que poderia ser a namorada perfeita para ele. Eis que Ruby um dia aparece em sua casa, completamente real e pensando por si mesma.

Esse é um romance adorável, que lembra o brasileiro A Mulher Invisível (2009), se baseia no mito de Pigmaleão e tem “Ruby”, do Kaiser Chiefs, na trilha sonora. O roteiro foi escrito pela protagonista Zoe Kazan que atua junto com seu namorado Paul Dano, o irmão da Olive de Pequena Miss.

  • Sim Senhor (2008), de Peyton Reed

Para a coleção do Jim Carrey, um dos meus preferidos da sua filmografia. Sim Senhor é uma daquelas comédias com premissa bem clichê e se parece muito com outros que o próprio Jim já fez como O Mentiroso e O Todo Poderoso, todos muito divertidos. Eu adoro os trabalhos antigos dele. E tem a Zooey Deschanel bem antes da Summer de (500) Dias. Para quem não sabe, no filme, Carl Allen (Jim) tem o costume de dizer “não” à tudo. Mas depois que vai à uma palestra motivadora ele passa a ser obrigado a substituir o “não” pelo “sim” e começa a dar chance a novas oportunidades na sua vida.

  • Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007), de Tim Burton

Agora a coleção do Johnny Depp. Sweeney Todd é um dos meus filmes preferidos, tanto do Johnny quanto do Tim. É um musical (o que já ganha muitos pontos) sobre um homem que sofreu uma injustiça no passado e agora volta à sua cidade para se vingar daqueles que arruinaram sua vida. Tudo isso com muito sangue e carne humana virando recheio de torta.

Baseado na peça homônima escrita por Stephen Sondheim, o elenco conta também com a presença de Helena Boham Carter, Alan Rickman, Sacha Baron Cohen e Timothy Spall, todos cantando músicas que não saem da cabeça de jeito nenhum. Um clássico.

Crystal Ribeiro

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