Favoritos #6: Outubro

Outubro foi um mês que serviu de preparação para o desespero em que estou agora. Fins de período sempre me deixam assim, mas esse está superando todos os limites. Foi por isso que o Favoritos demorou a sair, a vida está uma loucura. Em compensação, outubro veio recheado de coisas maravilhosas. Espero que gostem das indicações:

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  • Maxton 7.43

Meu mês começou cheio de dúvidas. Logo no início, comecei a ficar um pouco insatisfeita com o tom do meu cabelo, não que ele estivesse feio, mas porque estava morrendo de vontade de mudar. Eu sou daquelas que frequentemente enjoa das coisas, não acontece sempre, mas sou fui muito fã de mudanças. Apesar disso, há quase três anos estava usando o mesmo tom de ruivo (Igora 7.77) e nunca nem sonhava em mudar, mesmo que a cada dois meses eu gastasse uma pequena fortuna no retoque. Então eu aliei o fato de querer um tom mais discreto (a Igora deixa o tom bem acesso) à falta de vontade de gastar tanto no cabelo para decidir de uma vez por todas que deveria mudar.

Minha mãe me incentivou e no dia seguinte eu já estava indo na loja comprar outra tinta. Sempre tive muita vontade de saber se a nova coleção de ruivos da Maxton, além de superbarata, era boa. Foi então que eu pintei e me apaixonei pela cor. Ficou mais clarinha, muito provavelmente por causa da ox de 30 que veio na embalagem sendo que meu cabelo já é bem claro pelas outras colorações. Não ficou exatamente um tom fechado do jeito que eu queria, mas acho que foi muito melhor assim. Aproveitei e inclui as sobrancelhas no combo. Nunca pintei porque nunca achei necessário, mas como eu queria mudar a cara inteira não podia ter feito coisa melhor. Foi muito bom me sentir diferente desde outubro passando quando deixei o cabelo longo pelo long bob.

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  • Flats

Essas flats eu ganhei em novembro passado e o tanto que eu andei com ela pagou o preço de todos os sapatos que eu tive nos últimos dez anos (a Bottero está de parabéns). É inexplicável o quanto esse modelo é apaixonante, principalmente no verão que foi a época em que eu mais usei, ele combina com qualquer coisa. Não sei se posso afirmar que o nome de verdade do modelo é flat, mas como flats são sapatilhas com amarração eu gosto de chamar ela assim. Essa semana a usei pela última vez, porque o solado rasgou e uma tira se desprendeu. Já estou me planejando para comprar um modelo parecido agora no fim do ano, não consigo mais viver sem elas.

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  • Desodorante Johnson’s

Desde que comecei a usar desodorantes nunca tive um favorito, eles nunca funcionavam totalmente para mim. Costumava gostar muito de aerosóis, mas perdi o hábito para voltar ao roll on. Não sei explicar muito bem porquê. Quando esses desodorantes da Johnson’s foram lançados eu não acreditei nada que eles segurassem a transpiração, “é igual a todos os outros”, eu dizia. Até que eu vi a Karol Pinheiro colocando ele em um dos seus Favoritos do mês. Eu fiquei totalmente perplexa de ver logo esse desodorante lá na lista. E foi exatamente depois desse vídeo que, assim que o que eu estava usando acabou, eu sai correndo para testar. E não é que ele é maravilhoso? Ainda estou esperando para ver se agora no verão ele é tudo isso, mas esse já é o meu segundo frasco e eu nem sonho em trocar. É incrível. Não sei se é exatamente estranho recomendar um desodorante, mas enfim. Aprovadíssimo.

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  • Livros

Apesar da doideira completa de outubro, de eu estar totalmente desmaiada no fim do dia e coberta de trabalhos para fazer nos fins de semana, esse foi o mês que eu definitivamente retomei o meu hábito de leitura. Esse ano inteiro, na verdade, o que eu fiz foi ler um livro aqui e outro ali, começar a reler alguns livros e depois deixar para lá. Foi a leitura de Reparação (2001), do Ian McEwan, que me trouxe de volta a esse universo da literatura, me fez voltar a me apaixonar por falar de livros, ver vídeos no YouTube, ler resenhas e tal. E eu engatei uma leitura atrás da outra (foram 3 livros nesse intervalo de outubro para novembro). Foi uma coisa bastante especial para mim.

Reparação foi, até agora, meu livro favorito do ano inteiro. Durante o período em que eu estava lendo, meu dia se dividia em dois momentos: o primeiro era quando eu lia durante o percurso entre a minha casa e o estágio; o segundo era quando eu lia no ônibus voltando para casa no fim do dia. Eu ansiava tanto por esses dois momentos que era inexplicável. Era a maior felicidade do mundo para mim. Continuou assim depois que eu finalizei ele, dois livros depois eu ainda estou amando me deslocar por aí lendo. As resenhas dos dois livros seguintes estão vindo, mas já tem resenha completa de Reparação e a sua adaptação para o cinema, Desejo e Reparação (2007) , aqui no Flamingos.

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Imagem: Pitanga Digital
  • Drive (2011), de Nicholas Winding Refn

Eu já tinha assistido Drive (2011) na época em que ele tinha sido lançado, em 2011. Eu lembro que não gostei muito, a história era legal, mas ele não tinha muita coisa de interessante. Além de ser estrelado pelo Ryan Gosling e pela Carey Mulligan, dois atores que eu adoro. Foi aí que, depois de alguns anos parado na estante, eu resolvi dar uma segunda chance para ele. E não foi que eu me apaixonei? Veio aquela sensação que dá quando o filme é muito bom, eu não quero que ele acabe nunca.

Esse intervalo de tempo foi essencial para que eu adquirisse mais conhecimento de cinema e entendesse, pelo menos um pouco, o quanto aquele filme é incrível, tecnicamente falando. Não à toa, ele foi indicado ao Oscar de Melhor Edição de Som. É impressionante o que eles fazem aqui. Eu ainda não consigo notar esse tipo de coisa, mas nesse filme é impossível não perceber o quanto eles trabalharam na edição do som. Isso fora direção de arte, direção, trilha sonora. Um autêntico filme noir anos 1980 em pleno século XXI.

  • Volume 3 – She & Him

No meu rodízio de sempre, voltei a escutar She & Him. Para quem não conhece, esse é um duo musical de folk formado pela atriz Zooey Deschanel e o músico M. Ward. Todos os álbuns têm uma pegada meio vintage, fofa, é uma delícia de escutar. Esse mês fiquei viciada no Volume 3, o trabalho mais recente deles. Lembro bem quando eu estava no fim do ensino médio e ficava escutando no carro indo para a aula. Foi minha trilha sonora dessa época, então ainda é bem nostálgico para mim.

 

Crystal Ribeiro

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