Tem que brilhar

Ultimamente estou completamente viciada em esmaltes cintilantes, com glitter e afins. Depois da antiga onda das cores neons, dos meus pretos góticos, dos azuis e dos nudes eis que cheguei ao glamour dos prateados e dourados. Se muita gente já aderiu aos sapatos e acessórios nessas cores, eu ainda estou na fase de brincar com eles nos dedos, aproveitando que, por mais brilhantes que sejam, ainda ficam discretos.

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Nunca pensei que voltaria a entrar nessa onda. Eu era grande defensora dos esmaltes cintilantes assim que comecei a pintar as unhas, quando eu tinha uns 6 ou 7 anos. Naquela época esmalte sem glitter era bem sem graça para mim. Quando fiquei mais velha, aconteceu exatamente o contrário, esmalte cintilante virou brega, exagerado. Voltei a dar uma chance para eles poucos meses atrás quando dei um tempo dos nudes (mas não por muito tempo).

Tenho preferido os em cores mais discretas, mas que ainda tenham brilho, porque ultimamente não vejo motivos para não querer muito brilho no meu dia a dia. Dá uma olhada nos meus preferidos:

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  • GATO MIA, MIAU – RISQUÉ

Esse aqui foi o meu primeiro desejado. Bati o olho na farmácia e então se tornou meu preferido. É um prateado bem clássico, mas continua sendo lindíssimo. Eu sou suspeita para falar da Risqué já que acho a qualidade dos esmaltes maravilhosos e o aplicador novo é simplesmente o melhor, eu sou do tipo que se acha uma cor bonita de outra marca procuro uma cor parecida na Risqué só por conta do aplicador.

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  • 154 PINK BLING  – NEW YORK COLOR

Essa aqui é uma marca importada, mas poderia ser substituído por qualquer esmalte transparente com glitter rosa por aí. Uma alternativa diferente para usar rosa sem ficar óbvio. Ele tem prata também e, de novo, fica super discreto para usar no dia a dia. Também é um tipo de esmalte legal para levar em viagens porque é fácil de aplicar sem precisar de muito esforço para limpar as laterais.

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  • PRATALELÊ – QUEM DISSE, BERENICE?

Minha aquisição mais recente. Na verdade foi um presente de aniversário muito bem vindo (valeu Duda!) e que me deixou apaixonada logo na primeira aplicação. É um rosé gold que fica entre o cintilante do Gato Mia e o glitter do Pink Bling, um glitter bem fininho e muito bonito. A textura é bem fina e aplica super fácil na unha, também é super fácil de remover.

Crystal Ribeiro

Porque você deveria abandonar o shampoo agora! (Parte 2)

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Há uns dias atrás eu falei num post que faz um ano que eu sigo a técnica do Low Poo e que isso tinha mudado muita coisa, tanto no meu cabelo quanto na minha vida. Como o assunto rendeu, hoje eu vim trazer uma continuação, primeiro com um manual simples para quem quer iniciar a técnica e depois com algumas perguntas bastante pertinentes sobre o assunto. Dá uma olhada:

PASSO A PASSO COMO ADERIR AO LOW/NO POO

Em primeiro lugar, para aderir à técnica é preciso verificar se entre os produtos que você tem em casa existe algum que ainda pode ser aproveitado. Depois salve várias tabelinhas com os componentes no seu celular para não ter dúvidas quando resolver comprar alguma coisa no supermercado. Lembrando que no Low Poo são proibidos os derivados de petróleo e os sulfatos fortes; e no No Poo você não pode usar esses compostos e nem os silicones insolúveis em água. Depois, já tendo alguns produtos permitidos em mãos, é necessário lavar os cabelos com um shampoo comum (com sulfato) para retirar totalmente os componentes proibidos do fio até que não reste nenhum. Pode usar o shampoo duas vezes se for preciso. Logo em seguida termine com uma máscara ou um condicionador liberado e pronto! Nas próximas lavagens é só usar seus produtos liberados e tudo certo. Bem-vindo ao Low/No Poo!

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Imagem: Caçadora de Galáxias

EU DEVO USAR CONDICIONADOR DEPOIS QUE FIZER CO-WASH?

Se a sua escolha de lavagem foi o Co-Wash às vezes fica a dúvida se é necessário usar um outro condicionador depois. A resposta é sim. A maioria dos condicionadores para Co-Wash são bem levinhos e a massagem que você faz no couro cabelo abre um pouco as cutículas do fio, então é importante usar um condicionador mais “pesado” ou “oleoso”, com mais componentes hidratantes, que vão deixar seu fio mais encorpado depois da lavagem. E não se preocupe, usar um condicionador para lavar os cabelos não impede a ação da sua máscara, o efeito é o mesmo. A diferença é que ela não vai ter tanto trabalho para repor os nutrientes que são retirados pelo shampoo comum.

QUAL A ORDEM EM QUE EU DEVO USAR OS PRODUTOS?

Não muda nada da ordem da sua rotina tradicional para a rotina Low Poo. Primeiro lavar com o shampoo sem sulfato, depois usar uma máscara uma vez por semana ou de acordo com a sua necessidade, e terminar com um condicionador. Com o No Poo a única diferença é que o shampoo é substituído por um condicionador para Co-Wash. Depois do banho você pode finalizar como de costume, com um creme para pentear, um reparador de pontas, mousse ou que mais você estiver acostumado a usar. Tudo liberado para as técnicas, é claro.

POSSO FAZER O LOW E O NO POO AO MESMO TEMPO?

Com certeza! No meu caso, eu costumo lavar os cabelos dia sim, dia não com Co-Wash e uma máscara se precisar. No fim de semana, geralmente nos sábados, eu uso um shampoo sem sulfato para lavar os silicones insolúveis que eu uso, e que são permitidos para Low Poo. O efeito é o mesmo, o cabelo não fica pesado nem nada e a cor fica ainda mais preservada. O que você tem que ter em mente é que os produtos que você usa depois que adere à técnica são muito leves, então eles não costumam pesar se você lava o cabelo com shampoo apenas uma vez por semana. Fique tranquilo, dá tudo certo.

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COM QUE FREQUÊNCIA EU PRECISO FAZER UMA LIMPEZA MAIS PROFUNDA NO FIO?

Recomenda-se que, independente de seguir ou não as técnicas Low/No Poo, você faça um detox capilar uma vez por mês. Existem shampoos exclusivos para isso no mercado, mas os chamados shampoos anti-resíduos fazem esse mesmo trabalho, já que a função deles é limpar profundamente os fios. Para quem faz as técnicas Low/No Poo dá para fazer essa limpeza com um shampoo comum (ou um shampoo sem sulfato se você pratica só o No Poo), uma vez por mês, para que o cabelo possa ficar bem limpo e pronto para os próximos tratamentos que você quiser fazer.

E SE EU USAR ALGUM PRODUTO PROIBIDO POR ENGANO?

Se isso acontecer, não tema, a única coisa que você precisa é usar um shampoo comum para remover qualquer petrolato que você usar por engano. Se você pratica apenas o No Poo e usou algum produto para Low Poo com silicone insolúvel é só usar um shampoo sem sulfato e problema resolvido. Aqui é importante frisar aquilo que eu disse no último post: Low e No Poo não se trata de extremismo. Já vi garotas que passaram a ter pânico de usar qualquer produto que não fosse permitido, mas a ideia das técnicas não é essa. Claro que você tem a opção de usar o que você quiser no seu cabelo, mas nada de achar que usar parafina ou silicones insolúveis é o fim do mundo. É só lavar com um shampoo comum na próxima lavagem. Sem neuras, ok?

E SE EU FIZER ALGUMA QUÍMICA QUE TENHA PROIBIDOS NA FÓRMULA?

Pessoas que fazem químicas como tinturas e alisamentos podem e devem fazer Low e No Poo, justamente pelo dano que esses processos deixam nos fios. A dica é a mesma da pergunta anterior: shampoo comum logo na primeira lavagem depois da química. Simples assim. O primeiro tonalizante que eu usei quando fiquei ruiva foi o Conhaque do C. Kamura (resenha em breve) e ele contém derivados de petróleo em sua fórmula. Quando aderi ao Low Poo eu ainda tinha uma boa quantidade dele por aqui, então nada de jogar fora. O que eu fiz foi usá-lo normalmente, uma vez por semana, e na lavagem seguinte usar um shampoo com sulfato para limpar os fios. Você pode fazer a mesma coisa se tiver uma máscara ou algum outro produto que goste muito e que não queira passar para frente depois que começar a técnica. Nada de jogar produtos fora!

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COMO DEVO LER A COMPOSIÇÃO DOS PRODUTOS?

Essa é uma coisa que vai começar a fazer parte da sua rotina se resolver aderir às técnicas. Mas sem pânico, é mais simples do que parece. Mesmo que o produto venha avisando sobre vários de seus componentes na frente da embalagem, é sempre bom olhar no verso para que não restem dúvidas. Vire o produto e procure pelas letras miúdas. Os componentes que aparecem escritos primeiro sempre são os que existem em maior quantidade. É legal quando entre os primeiros cinco componentes esteja a água, pois esses produtos costumam ser mais hidratantes e naturais. No caso dos shampoos próprios para Co-Wash, é logo no começo que devia vir escrito o Cocamidopropyl Betaine, aquele anfótero que limpa os fios e remove todos os silicones. É também importante verificar se os componentes hidratantes, nutritivos ou reconstrutores estão no local onde deveriam estar, ou seja, se uma máscara se diz reconstrutora no rótulo, por exemplo, é crucial que componentes como proteínas, proteínas hidrolisadas, colágeno etc estejam logo no começo da composição. Assim você garante que está comprando o que realmente deseja e não gastando seu dinheiro à toa.

E SE MESMO DEPOIS DO TEMPO DE ADAPTAÇÃO O MEU CABELO AINDA NÃO ESTIVER SE DANDO BEM COM A TÉCNICA?

É legal que você tente a técnica por um tempo, um mês mais ou menos, para saber se ela realmente está dando certo. Muitas vezes o cabelo demora mais tempo para se adaptar ao Low/No Poo do que o usual, que são duas ou três semanas. Se mesmo após esse tempo você ainda não gostar dos resultados, pode tentar lavar seu cabelo normalmente com shampoo com sulfato e insistir mais um pouco. Se depois disso nada der certo ainda, mesmo que você troque os produtos que está usando, você pode desistir e tentar algum tempo depois quando der na telha. Às vezes é assim mesmo que acontece, não quer dizer que seu cabelo seja um caso perdido nem nada, mas sim que você precisa continuar mais um pouco na busca pelo tratamento/técnica que funcione para ele.

E chega ao fim esse especial em duas partes sobre No/Low Poo. Se ainda restar alguma dúvida pode me avisar nos comentários que eu respondo rapidinho ou posso até fazer outro post mais para frente.

Crystal Ribeiro

Porque você deveria abandonar o shampoo agora! (Parte 1)

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(Desculpem, mas o post teve que ser longo por motivos de muito pano para a manga)

Quando decidi ficar ruiva há dois anos e meio muita coisa mudou para mim. A rotina de uma pessoa que pinta os cabelos é completamente diferente da rotina de alguém que tem cabelos virgens, e para mim foi sofrido descobrir isso. A coloração mudou muito a textura do meu cabelo, antes eu conseguia apenas usar shampoo, condicionador e creme para pentear de qualquer marca e ele já ficava bastante bom. Depois de passar a usar tinta regularmente meu cabelo foi ficando ressecado e sem movimento e foi necessário pesquisar em mil e um sites para saber como lidar com essa nova fase da minha vida, até porque parar com a tinta estava fora de cogitação. Foram nessas pesquisas que eu descobri o cronograma capilar, a glicerina, os óleos, a queratina e o Low Poo.

Essa última técnica (que eu já mencionei vagamente neste post, quando falei do shampoo Johnson’s) foi a maior transformação que poderia ter acontecido comigo, não só com o meu cabelo em si, mas com a forma como eu via os produtos que eu estava consumindo e como isso afetava minha saúde. Mas antes de tudo, o que diabos é Low Poo?

O QUE É LOW POO?

Low Poo é uma técnica de cuidados com os cabelos que ficou conhecida depois que Lorraine Massey, criadora da marca Deva Curl (internacionalmente conhecida por seus produtos para cabelos cacheados), “ensinou” em seu livro Curl Girl (traduzido agora no Brasil como O Manual da Garota Cacheada) como as mulheres cacheadas poderiam cuidar de seus cabelos de uma forma diferente, e sobretudo eficiente, da que cabeleireiros e marcas de produtos tradicionais ensinavam. Referência internacional no tratamento de cabelos cacheados, Lorraine, através do seu livro, buscou empoderar e incentivar mulheres a assumirem seus cachos, pois para ela, é possível sim alcançar um cabelo cacheado bonito e saudável sem sofrimento.

Em Curl Girl, Lorraine alerta aos leitores todos os perigos de usar compostos pesados no cabelo, como é o caso das parafinas e do óleo mineral (presentes na maioria dos produtos lançados no mercado) que formam uma película protetora no fio que o deixa bonito externamente, mas que não o trata por dentro. Essas substâncias são responsáveis por impedir a ação correta de máscaras e outros tipos de tratamento benéficos ao cabelo.

Quando você deixa de usar produtos com esses compostos, o uso de shampoos com sulfatos fortes (de novo a maioria dos que estão presentes no mercado) não é mais necessária, pois a limpeza que eles promovem é profunda demais, o que acaba ressecando demais os fios. Assim, você pode passar a usar shampoos sem sulfato ou com sulfatos fracos que já realizam toda a limpeza necessária sem ressecá-los, mantendo sua oleosidade natural e, consequentemente, sua hidratação. Essa técnica é conhecida como Low Poo: low = menos, e poo = shampoo.

O QUE É NO POO?

Junto ao Low Poo, e mais comum entre as cacheadas, está o No Poo que vai um pouco mais além da técnica anterior e abole qualquer tipo de shampoo da rotina capilar (no = não, nenhum; poo = shampoo). Aqui, já que os sulfatos de nenhum tipo são permitidos, também é proibido o uso de produtos que contenham silicones insolúveis em água, que só podem ser retirados do cabelo com sulfatos, fracos ou fortes.

Mas e como é que esse pessoal lava os cabelos? Simples: com o Co-Wash (co = condicionador; wash = lavar). Acredite, dá para lavar o cabelo com condicionador e o efeito é tão bom e até melhor que o shampoo. Claro que não pode ser qualquer condicionador, precisa ser um produto livre de petrolatos, óleo mineral e silicones insolúveis em água. Isso porque a técnica não permite o uso de sulfatos, que são os compostos que limpam totalmente esses produtos aí de cima, então só o que é solúvel em água é permitido. E como um condicionador liberado tem a fórmula bem leve, ele não obstrui os folículos capilares e pode ser usado à vontade no couro cabeludo.


Ler tudo isso pela primeira vez, para mim, foi uma completa doideira, afinal são muitos nomes difíceis que eu nunca tinha visto, muito menos parado para pensar sobre o que faziam, para que serviam etc etc. Além de que essas técnicas foram, inicialmente, pensadas para pessoas com cabelos enrolados, cacheados e crespos, que são naturalmente mais secos que os lisos (como o meu) e eu sentia que esse tipo de cuidado era desnecessário para mim. Sem falar que olhar para as listas de petrolatos, sulfatos e silicones proibidos é bastante assustador à primeira vista.

Mas depois de tanto assistir vídeos e ler posts de meninas de cabelos lisos e até ruivos que seguiam as técnicas e que, com o tempo, só viam benefícios, eu tomei coragem e iniciativa para ver no que tudo isso ia dar. Afinal, não ia me custar nada além de mais algum tempo de leitura em grupos do Facebook e um pouco de dinheiro para comprar alguns produtos para me ajudar. Optei pelo Low Poo porque se desgrudar totalmente do shampoo de uma hora para outra poderia ser estranho para mim, e na época eu conhecia mais produtos liberados para o Low do que para o No Poo. E no que deu essa história toda?

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QUAIS OS BENEFÍCIOS DE SEGUIR A ROTINA CAPILAR LOW E/OU NO POO?

Eu estou seguindo o Low/No Poo há exatos um ano e não poderia ser mais fã dos resultados. Foi um pouco difícil no começo me acostumar com olhar as letrinhas miúdas da parte de trás dos produtos para checar se eram ou não permitidos. Mas carregar tabelinhas (como essa aí de cima) no celular é uma mão na roda e com o tempo dá para se acostumar e lembrar facilmente dos nomes mais comuns. Também os grupos do Facebook No e Low Poo Iniciantes e Low/No Poo (lisas e onduladas), entre vários outros, me ajudaram muito na hora de tirar dúvidas sobre composições, compartilhar resultados e ainda dá para encontrar diversas listas de produtos liberados.

Logo de cara, no que diz respeito à cor, a diferença é muito grande. Como os sulfatos fortes são os principais responsáveis por desbotar a cor dos cabelos, usar shampoos sem sulfato ajudou muito a manter a cor viva por mais tempo. Quem pinta os cabelos com alguma cor que desbote com mais facilidade, como o ruivo e os tons fantasia, sabe como é aterrorizante ver a cor indo pelo ralo do boxe, por mais que a tinta seja de boa qualidade. É inevitável. Mas seguir a técnica me ajudou muito a otimizar o intervalo entre as colorações e tonalizações.

Sobre a aparência e a saúde dos fios a diferença é a mais gritante. Sem o ressecamento exagerado que o meu cabelo estava sofrendo com o uso de shampoos comuns, os fios ficaram muito mais leves, brilhosos e fortes do que eu notava antes. Os cuidados se tornaram mais simples e eu não precisava mais gastar tanto tempo investindo no cabelo, pois ele ficava naturalmente bonito. Como eu parei de usar óleo mineral e parafina nos fios, toda a “maquiagem” dele saiu (e é essa a palavra mesmo) e eu pude ver como o meu fio estava realmente. Tive que cuidar bastante dele nas primeiras semanas, mas depois o cabelo ficou com uma aparência muito mais bem cuidada e muito mais leve que antes, até a ondulação natural dele ficou mais marcada.

MAS OS PRODUTOS LIBERADOS PARA AS ROTINAS SÃO MUITO CAROS?

Só se você quiser, porque existem opções excelentes por aí, fáceis de se encontrar e dos mais diversos preços. Marcas famosas como L’Oreal, Novex, Bio Extratus e Lola, só para citar algumas, já fazem produtos voltados para as técnicas e pensando nesse público diferenciado. Sem falar das marcas que já faziam produtos liberados e que agora estão cada vez mais focadas nesse mercado depois que viram como o público consumia esses produtos, como a Yamá e a Kanechom.

Eu consigo cuidar muito bem dos meus cabelos com produtos de, no máximo, 20 reais. Depois de um tempo ruiva, eu achava que teria que gastar quantias enormes de dinheiro para ter cabelos bonitos e, por muito tempo, foi assim. Hoje em dia, meus produtos mais caros são as tintas e o tonalizante que eu uso, mas para cuidar e tratar deles eu percebi que produtos baratinhos eram tão eficientes quanto uma máscara caríssima que eu pudesse comprar. Eu só precisava pesquisar e saber usar o que eu tinha. E realmente, no meu banheiro eu só tenho produtos baratinhos e os resultados são maravilhosos. Sem falar que usei o dinheiro que eu gastava antes de forma bem mais inteligente.

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COMO É USAR CONDICIONADOR PARA LAVAR OS CABELOS?

Para mim, a maior dificuldade no início foi saber fazer a lavagem do cabelo com condicionador. Apenas de uns sete ou oito meses para cá foi que consegui entender como funcionava o processo. Não quero que pareça que o Co-Wash é um bicho de sete cabeças, mas a prática ajuda muito a pegar o jeito. O que eu faço é pegar um quantidade mais ou menos grande de condicionador e espalhar pelo couro cabeludo, primeiro da nuca até um pouco a cima das orelhas, depois na parte da frente e no topo, e massagear com a ponta dos dedos em movimentos de vai-e-vem por alguns minutos. Depois espalho um pouco mais de produto pelas pontas, sem esfregar e enluvando bem. E depois exaguo retirando todo o produto.

Se engana quem pensa que o cabelo fica oleoso ou pesado depois dessa lavagem. Condicionadores permitidos conseguem tirar toda a sujeira que se acumula nos fios perfeitamente bem. Os condicionadores próprios para Co-Wash e também os shampoos sem sulfato possuem uma substância chamada Cocamidopropyl Betaine, um anfótero, que serve para limpar ainda mais profundamente e faz as vezes do sulfato. E sem ressecar nem retirar do fio nada do que não deveria.

Usar o condicionador com essa intenção é muito prático e chega a se viciante, porque não dá vontade de usar outra coisa. A maioria das minhas lavagens, hoje em dia, é com Co-Wash e a sensação de leveza é muito grande.

QUAIS OS LADOS RUINS DE SEGUIR A ROTINA CAPILAR LOW/NO POO?

Eu diria que o lado ruim de adotar essa técnica é apenas não ter se dado bem com ela. Existem algumas pessoas que, por mais que tentem, não conseguem se adaptar e é normal. Mas eu aconselho iniciantes a tentar por pelo menos por alguns meses. No início o cabelo pode ficar meio sem vida e ressecado justamente por conta dessa adaptação, mas depois que esse período passa é impossível não se apaixonar. Hoje quando preciso lavar os cabelo com um shampoo comum depois de ter pintado (porque a água oxigenada que eu uso possui parafina) eu sinto muito a diferença: o cabelo cai e resseca muito mais que normalmente.

E SEU EU TIVER PROBLEMAS COM QUEDA, CASPA OU OLEOSIDADE EXCESSIVA? POSSO FAZER MESMO ASSIM?

As técnicas do Low e do No Poo são indicadas, principalmente, para cabelos cacheados e crespos por eles serem naturalmente mais secos, mas isso não impede que ondulados e lisos também possam seguir, principalmente se eles estão muito danificados por químicas. Os benefícios são iguais para todos. Pessoas que tem cabelos oleosos não precisam se preocupar se os fios vão pesar por conta da técnica, porque na maioria das vezes, essa oleosidade está ligada com a lavagem excessiva do couro cabeludo, que causa o efeito rebote (quanto mais lavagens, mais o folículo acha que precisa produzir oleosidade). O uso de produtos liberados, que são mais leves, ajudam no controle desse problema.

A mesma coisa acontece com pessoas que tem problemas com queda e caspa. Muitas vezes é o uso de produtos muito fortes que pode estar causando esses danos à saúde do couro cabeludo. Mas para casos mais graves, é importante consultar um dermatologista ou um tricologista para que ele possa tratar adequadamente do problema, até porque o No e o Low Poo não substituem um tratamento médico.

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E OS PARABENOS?

Parabenos são substâncias conservantes presentes em diversos cosméticos como cremes para pentear, hidratantes, desodorantes etc. Eles servem para aumentar a vida útil desses produtos e evitar a proliferação de microorganismos. Existe muita polêmica em torno do risco do uso excessivo desses componentes já que eles podem causar alergias sérias em pessoas com pele muito sensível. Em alguns países o seu uso foi proibido por lei.

Mas o que isso tem a ver com o No Poo? É cada vez mais comum ver marcas mudando sua filosofia e substituindo o uso de parabenos por conservantes naturais, sobretudo em condicionadores para Co-Wash, já que eles são aplicados diretamente no couro cabeludo e têm mais chances de causar alergias. É o caso do Yamasterol da Yamá, um produto bem famoso entre os praticantes da técnica. O antigo creme Yamasterol, muito usado para lavar os cabelos, possui parabenos em sua fórmula original. Hoje reformulado pela marca em um produto específico para lavagem, é livre de parabenos e com adição de conservantes naturais.

Se você começar a técnica e sentir coceira após as lavagens, pode ser que sejam os parabenos. É bom ficar de olho.

O QUE MAIS MUDOU?

Mas você me pergunta: “E porque esse tal de Low Poo mudou tanto a sua vida? O que ele tem de tão especial?”. Inicialmente o Low Poo era para mim apenas uma técnica que eu seguia para deixar o meu cabelo bonito. Mas aos poucos, convivendo com ela todos os dias, eu fui percebendo que era bem mais que isso.

Pode se dizer que seguir o No e o Low Poo é mudar bastante o estilo de vida. A filosofia maior da técnica é usar menos produtos, sendo eles muito mais leves. Isso desestimula o consumo excessivo e o uso de compostos que são agressivos ao meio ambiente. A maioria das marcas que fazem produtos direcionados para a técnica estimulam a cultura vegana, lançando produtos o mais natural possível e sem fazer testes em animais (cruelty free).

Funciona como um ciclo. Desde que adotei essa filosofia tenho mudado bastante a minha visão de produtos “naturebas”, dos quais nunca fui muito fã. Hoje sei que esse tipo de produto tem o efeito até melhor que algum industrializado e aos poucos fui substituindo muitas das coisas que eu uso. Com o Low Poo eu aprendi que derivados de petróleo só funcionam para mascarar a saúde do cabelo ou da pele e não compro mais nenhum tipo de creme com esse componente.

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Mari Morena (Imagem: @mariiimorena)

Não se trata de extremismos, mas de saber o que é melhor para a saúde. Hoje não basta mais para mim apenas ler o que o produto promete na frente do rótulo: uma máscara pode se dizer muito nutritiva e enriquecida com óleo de argan ou algo do tipo, mas quando eu olho no verso, na composição do produto, vejo que o óleo é um dos últimos componentes, o que não vale de muita coisa.

Acho que se trata muito de pensar mais leve e consciente, começando pelo que eu consumo todos os dias. É um começo interessante para se repensar conceitos já internalizados, que se tornam até maquinais por conta da rotina do dia a dia. Se você se interessar ou se inspirar de alguma forma, sugiro que comece agora! Recomendo o canal e o blog da Mari Morena para começar, ela é praticamente a embaixadora do No e Low Poo no Brasil e tem muito embasamento para falar dessa filosofia. Se eu não consegui, ninguém melhor que ela para te convencer a dar início à técnica.

Como o assunto rende, ainda vou trazer outro post com o passo a passo para aderir tanto ao Low quanto ao No Poo e algumas dúvidas frequentes. E desculpem de novo o tamanhão.

Crystal Ribeiro