Resenha Antioxidante Hidratante Sallve

A comunidade de amantes do skincare ficou abalada no final do primeiro semestre pelo lançamento da tão esperada Sallve, uma marca moderníssima de cuidados com a pele co-criada pela rainha da internet, Julia Petit. A empresa, que não esconde ser nativa digital, tem as redes sociais como principal ferramenta de pesquisa pra entender os desejos do seu público-alvo e, a partir disso, formular produtos que sejam exatamente aquilo que ele procura. Daí vem todo o acerto da Sallve ao apostar no lançamento de um carro-chefe, o tão comentado Antioxidante Hidratante que se gaba de ter mil e um benefícios, atraindo todos os holofotes e olhares internet a fora.

Inclusive o daquela que vos escreve. Já faz uns bons três anos que eu venho gostando de incluir um produto a mais na minha rotina de skincare entre os passos de lavar e aplicar hidratante. Primeiro eu comecei pela Vitamina C da Payot (comprei duas vezes), bem baratinha, mas que melhorou horrores a minha pele, e depois fui pro Minéral 89 da Vichy, outra vibe de produto, menos oleosinho, mas que também amei usar. Foi quando esse último acabou que eu fiquei sabendo que a Sallve tava pra lançar o tal do Antioxidante Hidratante, depois de meses e meses de mistério.

Não vou mentir, fiquei com o pé atrás, afinal é uma marca nova, nada se tinha falado sobre o produto ainda e eu não sou muito daquelas que dá tiro no escuro só pra seguir a modinha. O fato de ser um cosmético (e não um dermocosmético, que tem muito mais estudo e tecnologia por trás) também me incomodava um pouco, mas como eu usei por muito tempo a Vitamina C da Payot e adorava, não era exatamente uma desculpa pra mim.

Foi aí que eu vi uma entrevista da Julia para o canal da Jana Bonita de Pele em que ela dizia mais ou menos o seguinte: “Se não fosse pra lançar no mercado alguma coisa inédita e que realmente funcionasse, eu nem lançaria”. E foi nesse momento que eu me convenci a dar uma chance ao dito cujo.

Eis que fui lá, comprei o produto logo no dia do lançamento e, nesse post, vou contar como foi a minha experiência usando ele diariamente por um mês. Já deixo avisado que o post deve ficar um pouco longo, mas, já que a minha intenção aqui é falar absolutamente tudo o que eu achei do produto, não tem como não me aprofundar pra dizer se ele vale a pena ou não comparado a alguns similares que já usei e que fazem o mesmo trabalho.

P.S.1: As minhas impressões são totalmente baseadas na minha experiência, não sou dermatologista nem expert no assunto. Se você tem questões de pele que precisam de mais atenção, é sempre bom consultar um profissional antes de usar qualquer coisa.

P.S.2: Sempre bom lembrar que tenho pele oleosa, característica que se acentua no calor. Atualmente tenho acne hormonal por conta de ovários policísticos, mas devido ao tratamento fico com a pele ressecada bem facilmente.

Dito tudo isso, vamos à resenha!

Sobre o produto e o que ele promete

De acordo com o site da Sallve, o Antioxidante Hidratante é um produto hipoalergênico, testado dermatologicamente e oftalmologicamente, não testado em animais e livre de ingredientes proibidões. A marca sugere que ele seja usado em todo o rosto, pescoço, colo e área dos olhos e, segundo ela, três ou quatro gotinhas de produto são suficientes pra preencher toda essa área.

Ele tem 35g, um tamanho que eu achei muito legal, e custa R$ 89,90, o faz com que ele tenha um ótimo custo-benefício. Logo na pré-venda, eu vi muitas pessoas no Insta da Sallve perguntando quanto tempo de uso rende uma bisnaguinha dessas e eles falaram que durava mais ou menos um mês. Achei a resposta meio ilógica levando em consideração a quantidade de produto que eles recomendam que seja aplicado e a quantidade que vem na embalagem. Já usei muitos produtos com embalagem de 30g e, aplicando até mais do que eles recomendam, eles duram fácil 3 meses se você usa uma vez por dia. Eu venho usando só pela manhã e não chegou nem a ficar pela metade ainda.

Sobre os ingredientes do Antioxidante Hidratante, a Sallve diz:

Um produto que é muitos. Antioxida enquanto hidrata. É sérum e gel. Cuida da área dos olhos e do rosto todo. Sua fórmula única combina o Ácido Hialurônico a 5 antioxidantes preciosos: Nano Vitamina C a 10%Vitamina E, Resveratrol, Cafeína e Niacinamida. E, graças à nanotecnologia, os principais ingredientes estão revestidos e prontos pra entregar seu melhor, agindo no lugar certinho da pele da forma mais segura. Ele hidrata controlando a oleosidade, minimiza poros dilatados, previne linhas finas e sinais do tempo, uniformiza o tom e recarrega as baterias da pele, devolvendo a luminosidade natural e suavizando o inchaço matinal e as olheiras de cansaço. Pode usar todos os dias, pela manhã e à noite.

Como você pode ver, o Antioxidante Hidratante não nega prometer deus-e-o-mundo né? Achei a composição muito boa, levando em consideração o pouco que eu entendo. A Nano Vitamina C a 10% chama a atenção pela porcentagem e também por ser encapsulada, uma forma de armazenamento que faz com que ela penetre mais fundo as camadas da pele e impede que ela oxide mais rapidamente. O Ácido Hialurônico é um componente que tá muito em alta ultimamente e, pelo tempo em que eu usei o Minéral 89 (que é composto principalmente por esse ácido) notei bastante diferença na minha pele.

A Vitamina E e Cafeína terminam sendo ótimos bônus, também o Resveratrol e a Niacinamida, que sempre estão presentes nos cremes manipulados que a minha dermato receita. E se a minha dermato receita esses componentes, eu confio de olhos fechados.

Sobre a embalagem

Antes de tudo eu preciso de algumas linhas para declarar meu amor absoluto por essa embalagem. Amei o formato em bisnaguinha, super tranquila de transportar e ainda mais legal pra aplicar o produto. É um modelo extremamente prático de usar, sem falar que é uma gracinha.

Estética do produto à parte, achei muito legal que a embalagem do Antioxidante Hidratante tem os selos I’m Green (que quer dizer que a embalagem foi feita com Polietileno Verde) e Eu Reciclo, que é um programa de logística reversa em que a empresa se compromete a reciclar uma porcentagem das embalagens que produz.

É interessante notar que, alguns anos atrás, a maioria das pessoas nem iria questionar o posicionamento da empresa sobre causas ambientais, reciclagem de embalagens e logística reversa. A Sallve, como boa nativa digital, sabe que seu público não é mais alheio a esse tipo de discussão e fez questão de ter a resposta pronta na ponta da língua toda vez que surgisse um comentário do tipo “poxa, embalagem de plástico?”. São detalhes que contam (e muito) pra construção da identidade da marca e pra consolidação dela no mercado futuramente.

Sobre textura, aplicação e fragrância

A Julia contou que a textura de sérum foi uma das mais citadas quando a marca procurou saber qual era a preferência do público. Foram muitos testes até que eles chegassem nessa textura sérum-gel que, pra mim, fica no meio do caminho entre um sérum tradicional (como o Minéral 89, pra citar um que eu conheço bem) e um hidratante levinho, pra pele oleosa.

Pessoalmente, essa não é uma textura que eu goste tanto, eu sou bem mais fã de produtos densos e que demorem a ser absorvidos pela pele. O Antioxidante Hidratante é justamente o contrário. Nos dias em que a minha pele tava mais ressecada, ele foi absorvido quase que imediatamente e era até complicado espalhar por todo o rosto, mesmo que eu tivesse usado as “três ou quatro gotinhas” recomendadas pela marca.

Minha forma preferida de aplica-lo foi lavar e secar o rosto com uma toalha e, imediatamente depois, aplicar uma gotinha dele em cada ponto do rosto (bochechas, queixo, nariz e testa) e espalhar bem. Quando o rosto ainda está meio úmido ele desliza mil vezes melhor e dá uma sensação muito gostosa na pele, até um pouco geladinha dependendo do local onde você deixa guardado.

Gostei também que ele é um produto que não tem uma fragrância forte. Ele tem um cheiro que não consegui definir e que some da pele poucos segundos depois de aplicado.

Sobre os resultados

Logo depois que você aplica o Antioxidante Hidratante, fica uma sensação meio “colentinha” na pele por conta do Ácido Hialurônico, mas nada que incomode. A impressão que dá é que você não passou nada, mas (como eu tentei mostrar na foto acima) dá pra notar um leve viço de hidratação. Ao contrário do que a marca fala, não achei que ele minimiza os poros; notei que os poros (principalmente os que tenho perto do nariz, que são mais dilatados) ficam levemente menos visíveis, mas isso acontecia nos períodos em que minha alimentação estava boa, o que é uma coisa que muda a pele, inevitavelmente.

Já o controle da oleosidade é uma coisa que dá pra notar logo de primeira; por uns dois ou três dias em que eu não precisei sair, testei lavar o rosto e só aplicar ele em seguida, sem protetor solar, e o efeito foi bem legal, deu pra ver que ele deixa a pele bonita, viçosa, mas com a oleosidade controlada.

Quanto à prevenção de linhas finas e sinais do tempo, só o uso continuo por muitos anos que pode dizer. O fato é que prevenção é fundamental e substâncias como a Vitamina C, por exemplo, são muito boas nesse aspecto, sem falar que ajuda, e muito, na hidratação e uniformização da pele.

Para ser sincera, não notei melhora na aparência de manchinhas por enquanto (tenho várias por conta de acne hormonal), mas talvez mais um ou dois meses de uso possam ajudar.

Também não notei aparecimento de espinhas como algumas pessoas relataram, todas as que tive nesse período de uso apareceram em áreas com tendência à acne hormonal e tenho certeza que não foi por causa do produto.

O veredito

No fim das contas, eu gostei muito do Antioxidante Hidratante, o resultado na minha pele foi muito bom. Mesmo que eu acredite que os maiores resultados eu vou ver a longo prazo, acho que as primeiras impressões dele são bem positivas, dá pra sentir a pele mais macia e iluminada logo na primeira semana de uso, principalmente na área dos olhos. Ele é leve, gostosinho de passar e some na pele depois de um segundos.

Se você tem pele oleosa, não quer perder tempo com skincare, quer só usar algo que suma logo na pele pra depois vir com a maquiagem, o Antioxidante Hidratante é pra você. Se você também é tipo bem prático que não tem paciência de usar mil produtos na cara, mas que quer ter certeza de estar usando algo que tenha uma boa composição sem gastar rios de dinheiro, ele também pode ser um ótimo aliado.

Pessoalmente, não acho que ele seja um produto pra ser usado sozinho. Ele quebra um galho enorme nos dias em que eu não tenho paciência de usar nada no rosto, mas pra eu ter o resultado de hidratação que eu gosto, preciso aplicar um hidratante um pouco mais consistente depois. Isso porque, na minha rotina, ele não substitui um hidratante mais grossinho, mas sim funciona como um extra, não por não ser eficiente, mas porque eu gosto de usar um produto que deslize mais na pele, que dê essa sensação visual de pele brilhosa e hidratada.

Claro que isso é uma opinião 100% pessoal. Ele hidrata sim, mas, como todo sérum mais fininho não dá aquela impressão visual de pele hidratada, com glow absurdo. Produtos mais “oleosos” num geral dão essa impressão, sérum mais aquosos fazem o trabalho de dentro pra fora e logo somem da pele.

Sabendo disso, é legal você entender o que você quer pra sua rotina de skincare. Eu realmente acredito que o Antioxidante Hidratante pode substituir o hidratante de alguém que não gosta de passar muitos produtos, porém também acho ele é perfeito pra vir antes de um produto mais consistente que hidrate “visualmente” mais.

Mas independente disso, quero dizer que ele é uma opção muito válida. Não chega a ser um dermocosmético como o Minéral 89 da Vichy, mas também ganha de lavada em composição e tecnologia da Vitamina C da Payot, por exemplo. Eu super compraria de novo e garanto que, se comprar mesmo, eu volto aqui pra falar minhas impressões a longo prazo do produto.

Então é isso! Espero que a resenha tenha sido útil e ajude de alguma forma você que tá aí curioso imaginando se investe ou não investe no tão famoso sérum da Sallve. Me conta nos comentários se você já testou ou gostaria de testar esse produto. Até a próxima!

Tem que brilhar

Ultimamente estou completamente viciada em esmaltes cintilantes, com glitter e afins. Depois da antiga onda das cores neons, dos meus pretos góticos, dos azuis e dos nudes eis que cheguei ao glamour dos prateados e dourados. Se muita gente já aderiu aos sapatos e acessórios nessas cores, eu ainda estou na fase de brincar com eles nos dedos, aproveitando que, por mais brilhantes que sejam, ainda ficam discretos.

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Nunca pensei que voltaria a entrar nessa onda. Eu era grande defensora dos esmaltes cintilantes assim que comecei a pintar as unhas, quando eu tinha uns 6 ou 7 anos. Naquela época esmalte sem glitter era bem sem graça para mim. Quando fiquei mais velha, aconteceu exatamente o contrário, esmalte cintilante virou brega, exagerado. Voltei a dar uma chance para eles poucos meses atrás quando dei um tempo dos nudes (mas não por muito tempo).

Tenho preferido os em cores mais discretas, mas que ainda tenham brilho, porque ultimamente não vejo motivos para não querer muito brilho no meu dia a dia. Dá uma olhada nos meus preferidos:

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  • GATO MIA, MIAU – RISQUÉ

Esse aqui foi o meu primeiro desejado. Bati o olho na farmácia e então se tornou meu preferido. É um prateado bem clássico, mas continua sendo lindíssimo. Eu sou suspeita para falar da Risqué já que acho a qualidade dos esmaltes maravilhosos e o aplicador novo é simplesmente o melhor, eu sou do tipo que se acha uma cor bonita de outra marca procuro uma cor parecida na Risqué só por conta do aplicador.

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  • 154 PINK BLING  – NEW YORK COLOR

Essa aqui é uma marca importada, mas poderia ser substituído por qualquer esmalte transparente com glitter rosa por aí. Uma alternativa diferente para usar rosa sem ficar óbvio. Ele tem prata também e, de novo, fica super discreto para usar no dia a dia. Também é um tipo de esmalte legal para levar em viagens porque é fácil de aplicar sem precisar de muito esforço para limpar as laterais.

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  • PRATALELÊ – QUEM DISSE, BERENICE?

Minha aquisição mais recente. Na verdade foi um presente de aniversário muito bem vindo (valeu Duda!) e que me deixou apaixonada logo na primeira aplicação. É um rosé gold que fica entre o cintilante do Gato Mia e o glitter do Pink Bling, um glitter bem fininho e muito bonito. A textura é bem fina e aplica super fácil na unha, também é super fácil de remover.

Crystal Ribeiro

Porque você deveria abandonar o shampoo agora! (Parte 2)

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Há uns dias atrás eu falei num post que faz um ano que eu sigo a técnica do Low Poo e que isso tinha mudado muita coisa, tanto no meu cabelo quanto na minha vida. Como o assunto rendeu, hoje eu vim trazer uma continuação, primeiro com um manual simples para quem quer iniciar a técnica e depois com algumas perguntas bastante pertinentes sobre o assunto. Dá uma olhada:

PASSO A PASSO COMO ADERIR AO LOW/NO POO

Em primeiro lugar, para aderir à técnica é preciso verificar se entre os produtos que você tem em casa existe algum que ainda pode ser aproveitado. Depois salve várias tabelinhas com os componentes no seu celular para não ter dúvidas quando resolver comprar alguma coisa no supermercado. Lembrando que no Low Poo são proibidos os derivados de petróleo e os sulfatos fortes; e no No Poo você não pode usar esses compostos e nem os silicones insolúveis em água. Depois, já tendo alguns produtos permitidos em mãos, é necessário lavar os cabelos com um shampoo comum (com sulfato) para retirar totalmente os componentes proibidos do fio até que não reste nenhum. Pode usar o shampoo duas vezes se for preciso. Logo em seguida termine com uma máscara ou um condicionador liberado e pronto! Nas próximas lavagens é só usar seus produtos liberados e tudo certo. Bem-vindo ao Low/No Poo!

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Imagem: Caçadora de Galáxias


EU DEVO USAR CONDICIONADOR DEPOIS QUE FIZER CO-WASH?

Se a sua escolha de lavagem foi o Co-Wash às vezes fica a dúvida se é necessário usar um outro condicionador depois. A resposta é sim. A maioria dos condicionadores para Co-Wash são bem levinhos e a massagem que você faz no couro cabelo abre um pouco as cutículas do fio, então é importante usar um condicionador mais “pesado” ou “oleoso”, com mais componentes hidratantes, que vão deixar seu fio mais encorpado depois da lavagem. E não se preocupe, usar um condicionador para lavar os cabelos não impede a ação da sua máscara, o efeito é o mesmo. A diferença é que ela não vai ter tanto trabalho para repor os nutrientes que são retirados pelo shampoo comum.

QUAL A ORDEM EM QUE EU DEVO USAR OS PRODUTOS?

Não muda nada da ordem da sua rotina tradicional para a rotina Low Poo. Primeiro lavar com o shampoo sem sulfato, depois usar uma máscara uma vez por semana ou de acordo com a sua necessidade, e terminar com um condicionador. Com o No Poo a única diferença é que o shampoo é substituído por um condicionador para Co-Wash. Depois do banho você pode finalizar como de costume, com um creme para pentear, um reparador de pontas, mousse ou que mais você estiver acostumado a usar. Tudo liberado para as técnicas, é claro.

POSSO FAZER O LOW E O NO POO AO MESMO TEMPO?

Com certeza! No meu caso, eu costumo lavar os cabelos dia sim, dia não com Co-Wash e uma máscara se precisar. No fim de semana, geralmente nos sábados, eu uso um shampoo sem sulfato para lavar os silicones insolúveis que eu uso, e que são permitidos para Low Poo. O efeito é o mesmo, o cabelo não fica pesado nem nada e a cor fica ainda mais preservada. O que você tem que ter em mente é que os produtos que você usa depois que adere à técnica são muito leves, então eles não costumam pesar se você lava o cabelo com shampoo apenas uma vez por semana. Fique tranquilo, dá tudo certo.

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COM QUE FREQUÊNCIA EU PRECISO FAZER UMA LIMPEZA MAIS PROFUNDA NO FIO?

Recomenda-se que, independente de seguir ou não as técnicas Low/No Poo, você faça um detox capilar uma vez por mês. Existem shampoos exclusivos para isso no mercado, mas os chamados shampoos anti-resíduos fazem esse mesmo trabalho, já que a função deles é limpar profundamente os fios. Para quem faz as técnicas Low/No Poo dá para fazer essa limpeza com um shampoo comum (ou um shampoo sem sulfato se você pratica só o No Poo), uma vez por mês, para que o cabelo possa ficar bem limpo e pronto para os próximos tratamentos que você quiser fazer.

E SE EU USAR ALGUM PRODUTO PROIBIDO POR ENGANO?

Se isso acontecer, não tema, a única coisa que você precisa é usar um shampoo comum para remover qualquer petrolato que você usar por engano. Se você pratica apenas o No Poo e usou algum produto para Low Poo com silicone insolúvel é só usar um shampoo sem sulfato e problema resolvido. Aqui é importante frisar aquilo que eu disse no último post: Low e No Poo não se trata de extremismo. Já vi garotas que passaram a ter pânico de usar qualquer produto que não fosse permitido, mas a ideia das técnicas não é essa. Claro que você tem a opção de usar o que você quiser no seu cabelo, mas nada de achar que usar parafina ou silicones insolúveis é o fim do mundo. É só lavar com um shampoo comum na próxima lavagem. Sem neuras, ok?

E SE EU FIZER ALGUMA QUÍMICA QUE TENHA PROIBIDOS NA FÓRMULA?

Pessoas que fazem químicas como tinturas e alisamentos podem e devem fazer Low e No Poo, justamente pelo dano que esses processos deixam nos fios. A dica é a mesma da pergunta anterior: shampoo comum logo na primeira lavagem depois da química. Simples assim. O primeiro tonalizante que eu usei quando fiquei ruiva foi o Conhaque do C. Kamura (resenha em breve) e ele contém derivados de petróleo em sua fórmula. Quando aderi ao Low Poo eu ainda tinha uma boa quantidade dele por aqui, então nada de jogar fora. O que eu fiz foi usá-lo normalmente, uma vez por semana, e na lavagem seguinte usar um shampoo com sulfato para limpar os fios. Você pode fazer a mesma coisa se tiver uma máscara ou algum outro produto que goste muito e que não queira passar para frente depois que começar a técnica. Nada de jogar produtos fora!

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COMO DEVO LER A COMPOSIÇÃO DOS PRODUTOS?

Essa é uma coisa que vai começar a fazer parte da sua rotina se resolver aderir às técnicas. Mas sem pânico, é mais simples do que parece. Mesmo que o produto venha avisando sobre vários de seus componentes na frente da embalagem, é sempre bom olhar no verso para que não restem dúvidas. Vire o produto e procure pelas letras miúdas. Os componentes que aparecem escritos primeiro sempre são os que existem em maior quantidade. É legal quando entre os primeiros cinco componentes esteja a água, pois esses produtos costumam ser mais hidratantes e naturais. No caso dos shampoos próprios para Co-Wash, é logo no começo que devia vir escrito o Cocamidopropyl Betaine, aquele anfótero que limpa os fios e remove todos os silicones. É também importante verificar se os componentes hidratantes, nutritivos ou reconstrutores estão no local onde deveriam estar, ou seja, se uma máscara se diz reconstrutora no rótulo, por exemplo, é crucial que componentes como proteínas, proteínas hidrolisadas, colágeno etc estejam logo no começo da composição. Assim você garante que está comprando o que realmente deseja e não gastando seu dinheiro à toa.

E SE MESMO DEPOIS DO TEMPO DE ADAPTAÇÃO O MEU CABELO AINDA NÃO ESTIVER SE DANDO BEM COM A TÉCNICA?

É legal que você tente a técnica por um tempo, um mês mais ou menos, para saber se ela realmente está dando certo. Muitas vezes o cabelo demora mais tempo para se adaptar ao Low/No Poo do que o usual, que são duas ou três semanas. Se mesmo após esse tempo você ainda não gostar dos resultados, pode tentar lavar seu cabelo normalmente com shampoo com sulfato e insistir mais um pouco. Se depois disso nada der certo ainda, mesmo que você troque os produtos que está usando, você pode desistir e tentar algum tempo depois quando der na telha. Às vezes é assim mesmo que acontece, não quer dizer que seu cabelo seja um caso perdido nem nada, mas sim que você precisa continuar mais um pouco na busca pelo tratamento/técnica que funcione para ele.

E chega ao fim esse especial em duas partes sobre No/Low Poo. Se ainda restar alguma dúvida pode me avisar nos comentários que eu respondo rapidinho ou posso até fazer outro post mais para frente.

Crystal Ribeiro