O que tem no meu bullet journal de 2019

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Mais um ano, mais um bullet journal. Ainda soa estranho falar para as pessoas que eu me organizo por um caderno com um nome esquisito desses, porque muita gente não conhece a técnica, e, lendo assim em inglês, parece até uma coisa super complicada e muito diferente de tudo do que a gente tá acostumado a ver em questão de planejamento do dia a dia. Mas o bullet journal, ou simplesmente bujo, é um caderno à sua escolha, onde você escreve tudo o que precisa pra se organizar e tornar o seu dia mais produtivo e bem mais descomplicado.

Comecei a fazer experiências com a técnica (criada pelo designer Ryder Carroll) lá em 2017 e desde então venho amando o fato de ter, em um só lugar, várias listas que ocupavam papéis no meu quarto, bloco de notas do celular, sites no computador, post-its e outras coisas. Porque o bullet journal nada mais é do que um lugar onde você pode reunir tudo o que você precisa no dia a dia, de forma organizada e do jeito que você bem entender. Vou mostrar tudo na prática já já.

Mas a coisa mais legal do bullet journal é que você pode fazer experimentações com ele ao longo dos anos e até dos meses. Ao contrário do planner, por exemplo, que você já compra na papelaria todo montadinho e seguindo uma ordem, no bujo você pode desenhar as páginas de acordo com o que você precisa, personalizar calendários, acompanhar hábitos, criar listas de afazeres, de compras, filmes, livros, metas e o que mais quiser. O céu é realmente o limite quando o assunto é bullet journal.

Pessoalmente falando, ao longo desses anos, percebi o quanto meu modo de desenhar e de lidar com o meu bujo mudou. Aí achei legal compartilhar um pouco de quais páginas e layouts deram certo pra mim ao mesmo tempo em que eu mostro como ficou o meu modelo para 2019.

A intenção desse post é mais compartilhar a minha experiência com a técnica e não tanto explicar exatamente seus princípios e métodos, até porque eu não sigo à risca os princípios do bullet journal, e sim a ideia geral. Mas se você estiver a fim de ler algo mais teórico sobre o assunto, eu recomendo esse post da Maki, do blog Desancorando, em que ela explica bem explicadinho tudo o que Ryder Carroll ensina sobre o assunto.

Calendário anual e “future log”

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Pelo segundo ano consecutivo, iniciei o bullet journal com um calendário anual. Fiquei bem na dúvida se eu deveria começar por ele, porque nunca tinha o hábito de consultá-lo, geralmente usava um calendário de mesa ou o do celular (quando não estou em casa). Mas, como não sabia exatamente como começar o bujo dessa vez, optei pelo clássico calendário e, ao contrário do que eu esperava, tenho usado bastante.

O que mudou foi que, em 2018, dividi os meses em quatro páginas e não em duas, para poder ter espaço para anotar as datas importantes direto nele. Esse ano preferi fazer um pouco diferente, porque queria visualizar todos os meses em uma página só, pra simplificar um pouco.

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As datas importantes em si eu optei por colocar no “future log” (que nunca tinha feito antes), que serve para anotar datas com uma certa antecedência, como aniversários, por exemplo, e ter uma visão mais ampla dos eventos ao longo do ano. O “future log” eu preferi dividir em quatro páginas pra ter um espaço maior e conseguir escrever com maior liberdade.

Coleções

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Diferente de 2017 (meu primeiro ano com o bullet journal), em 2018 e 2019 tenho feito as coleções (que são as páginas mais aleatórias, que não têm tanto a ver com organização diária em si) logo nas primeiras páginas. Sempre gosto de fazer primeiro uma lista de metas para o ano (que em 2019 eu procurei fazer o mais realista e objetiva possível), depois uma lista de livros para ler, uma whishlist (também o mais objetiva e minimalista possível) e duas páginas para fazer um acompanhamento das séries que eu pretendo assistir durante o ano (nesse post aqui eu mostro como ficou essa parte do meu bujo lá em 2017).

Pessoalmente, esse tracker de séries funciona pra mim porque não sou a pessoa das séries, prefiro muito mais os filmes, então prefiro “delegar” essa lista ao meu perfil lá no Filmow, já que ela nunca diminui pra menos de 400 títulos. Mas se você for uma daquelas pessoas que ama maratonar séries, talvez não funcione bem com você, pela quantidade de coisas pra escrever.

Para 2018, em especial, incluí duas páginas extras que nunca tive no bujo. Uma para vinhos, pra catalogar aqueles que eu já experimentei e não ficar mais no supermercado na dúvida se já bebi aquele vinho ou não; e uma pro blog, com uma tabela simples pra marcar a quantas anda a escrita dos posts. No bullet do ano passado eu ensaiei deixar um espaço pra listar trechos de músicas que eu estivesse curtindo no momento, mas não deu muito certo e eu abandonei a ideia esse ano.

Organização mensal e semanal

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Agora chegamos à seção que mais tem mudado ao longo dos anos no meu bullet journal, porque sou uma pessoa que está sempre em busca da divisão mensal e semanal perfeita. E, para minha surpresa, essa é a parte do caderno que tem me deixado mais empolgada, não só porque ela está completamente diferente de tudo o que eu fiz em 2017 e 2018, mas porque é a seção em que eu passo mais tempo no bujo e é muito delícia sentar todo domingo e desenhar toda a minha semana.

Mas vamo lá.

O que continua o de sempre é o calendário mensal em formato de lista, só que agora dividido em duas páginas. Dentro desse layout incluí duas coisas que senti muita falta ano passado: uma seção de metas para o mês e outra para possíveis anotações.

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Essa parte de metas do mês era algo que eu queria muito e não sabia exatamente como incluir de uma forma bonitinha no antigo bujo. Nesse eu posso visualizar logo de primeira as coisas que eu não posso deixar de fazer no mês e, apesar de ser uma coisa simples, têm me ajudado demais.

Já a parte de organização semanal sempre foi algo que me deixava muito frustrada, porque ela sempre foi uma bagunça total. Primeiro porque, eu geralmente misturava compromissos e coisas para fazer no dia a dia com mini diários e reflexões que eu tinha da semana; e depois porque, mesmo que eu reservasse uma quantidade fixa de páginas para me organizar, eu escrevia o que ia fazer na semana no dia anterior e sempre acabava esquecendo de alguma coisa.

Então no bujo de 2019 eu tomei duas decisões para sanar o problema: a primeira é que eu iria voltar a manter um diário, pra separar organização de pensamentos mais pessoais e até pra voltar a tratar esse tipo de escrita de uma forma mais séria (posso escrever sobre isso depois); e a segunda foi encontrar um layout em que eu pudesse visualizar a semana de uma vez só e que tivesse tudo o que eu precisava.

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Eis que cheguei nesse modelo aí, com uma organização totalmente vertical (coisa que nunca fiz antes) e com o espaço de todos os dias da semana já pré-definido. Então, todo domingo, eu desenho as linhas e preencho com os compromissos que eu já tenho durante a semana, junto com seus respectivos horários. Esse tipo de organização tem me ajudado a ter um pouco mais de compromisso com as minhas tarefas, porque tenho uma hora definida pra fazer as coisas.

Por fim, continuei com a minha ideia de 2018 de fazer uma “to do list” semanal, pra depois ir encaixando as tarefas nos espaços e tem funcionado super bem, mesmo com o espaço reduzido. E do lado direito reservei um cantinho pra escrever as coisas pelas quais eu sou grata durante a semana, algo era indispensável pra mim. No ano anterior, fiz um diário de gratidão mensal no próprio bujo, mas que eu nunca lembrava de preencher. Nesse novo modelo, fica impossível não olhar pra esse espaço durante a semana e escrever alguma coisa. Sempre tem algo, por mais simples que seja, que merecer nossa gratidão.

Materiais e inspirações

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Assim como em todos os anos, comprei o caderno do meu bullet journal no Atacado dos Presentes daqui de Recife. Ele não tem espiral (o que eu amo) e tem um tamanho que eu considero ideal, nem muito pequenininho (como foi o de 2017), nem grande igual um caderno comum. Pra escrever nele estou usando a Fine Pen da Faber Castell na cor preta, porque sinceramente, não iria conseguir escolher outra cor; uma caneta retroprojetora (Faber Castell) meio vinho pros detalhes; e um marca texto rosinha (Faber Castell) pra destacar algumas coisas.

E é isso!

Esses novos layouts e páginas extras do bujo têm me deixado animada e estão me ajudando muito a manter uma certa rotina de estudos e, claro, a não me esquecer de nada do que eu preciso fazer durante o mês. E eu espero que essas considerações sobre os antigos e o novo bullet journal possam ter te inspirado a entrar na #comunidadebujo ou até a pensar em novas formas de organizar o que importa pra você.

Vou deixar aqui embaixo também alguns vídeos que eu assisti e que me inspiraram muito pra fazer o meu bullet journal versão 2019.

E até a próxima!

Post randômico: diário em fotos

Ontem passei o dia escrevendo um post sobre coragem que, no fim das contas, achei que não era pra ser publicado agora, mas acho até o fim da semana ele deve estar por aqui no blog. Ao invés disso, pensei em fazer um breve diário com algumas fotos que me marcaram nesses últimos meses para contar algumas coisas que estão acontecendo na minha vida, alguns itens favoritos, detalhes e observações do dia a dia. Foi algo totalmente fora do planejamento, mas talvez o resultado fique legal e eu faça mais posts desse jeito por aqui. Enfim, vamos ver no que dá.

 

23/07/18

A primeira foto que eu queria mostrar é essa que foi tirada no dia da minha formatura em Jornalismo, lá em julho (e parece que já faz uma eternidade!). Eu, Rafa e Duda completamos dez anos de amizade agora em 2018 e talvez essa seja a foto que eu mais amei nesse tempo todo em que estamos juntas. Ela, inclusive, é muito parecida com uma foto que a gente tirou no meu aniversário de 15 anos, mas, por ter ficado simplesmente horrível eu desisti de colocar um antes/depois.

Ela tá aparecendo aqui, porque eu não consigo deixar de sorrir quando a vejo, não só pela felicidade imensa que eu tava sentindo por concluir a faculdade, mas também por lembrar o quão especial é a nossa amizade, quantas coisas a gente passou juntas até chegarmos aqui hoje, no quanto a gente sonhou em como seria esse dia e, finalmente, em como foi vivê-lo juntas. Foi muito muito especial.

04/08/18

Nesse dia, eu, Bruna e Douglas estávamos em Maragogi-Al, e descemos bem cedinho na praia pra ver o nascer do sol. Douglas testou vários dos suas habilidades como fotógrafo quando eu fui molhar os pés na água gelada e eu acabei gostando muito dessa foto.

Talvez você que me conhece ou que acompanha o blog há algum tempo já saiba da minha relação especial com essa hora do dia. Eu me sinto energizada pelo sol nascendo, pelas cores, pela luz, pela sensação. E apesar da minha cara de sono na imagem, eu gosto desse sentimento todo que essa foto transmite pra mim, de calmaria e fé no dia que tá nascendo.

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11/08/18

Ainda em agosto e ainda em Maragogi, eu e meu irmão saímos para andar de caiaque quando a maré estava baixinha e tranquila. No fim, esse terminou sendo um dos momentos mais divertidos do nosso fim de semana.

Eu nunca tinha feito isso antes e adorei! Você acha que não tem jeito de se molhar dentro de um desses, mas eu saí de lá ensopada, o que por um lado foi bom, porque o sol tava bem quente e remar cansa bastante. Depois de meia hora, a melhor parte foi cair na água.

Essas duas fotos saem um pouco do padrão aqui do post, mas estão aqui pra representar dois hábitos legais que eu venho incorporando no meu dia a dia: o de cuidar da minha pele e de comer coisas que me façam bem.

Cuidar da pele já é algo que eu tenho como hábito há algum tempo e não abro mão. Já contei nesse post aqui alguns dos cuidados que eu tenho com a minha pele, mas pretendo (bem em breve) escrever um mais extenso sobre as mudanças que têm ocorrido com ela, como o anticoncepcional interferiu nela, os produtos que eu amo usar etc. Essas máscaras eu comprei em setembro numa ida ao shopping e acabei adorando, sobretudo essa da Ricca que é tipo um gelzinho (vou falar mais sobre ela no post que mencionei aí em cima). Pra quem costumava usar só máscara de argila feita em casa foi bem legal experimentar algumas coisinhas novas e que, acreditem ou não, sempre deixam meu dia mais alegre. Mesmo que seja uma máscara facial.

Sobre esse monte de folhas aí do lado, elas fazem parte dos maravilhosos componentes do meu suco verde, que nada mais é que uma maçaroca de frutas, vegetais, legumes e sementes que ajudam meu organismo a repor várias coisas que eu não como normalmente. Eu sempre fui a menina mais fresca da vida pra comer coisas saudáveis, o que não é algo que me orgulha e que, aos pouquinhos, tô conseguindo mudar.

Minha mãe tem me ajudado bastante com isso, na verdade. Foi ideia dela a de congelar as folhas pro suco pra que eu não ficasse com preguiça de fazer no dia a dia. É só ir no congelador, pegar um dos saquinhos, jogar no liquidificador com o resto das coisas e beber. Não vou mentir, é bem chato congelar tudo, mas fica muito mais fácil no final das contas e tem ajudado demais na minha disposição, saúde e até na minha pele. Faz meses que eu não pego um resfriado, algo impossível de se imaginar um tempo atrás.

Aí num dia em setembro em tava vasculhando uns álbuns antigos e encontrei essa foto minha lá na Praça do Entroncamento, na época em que faziam um parquinho de diversões perto do Natal. Essa sempre foi umas das minhas fotos preferidas de quando eu tinha uns 5, 6 anos: eu tinha uma cara de bolacha, com cabelo no ombro e franjinha (uma relação de amor e ódio eterna) e ainda uma calça com a barra bem larga caindo por cima das minhas plataformas da Xuxa.

Era um look 100% a minha cara naquela época, e achei engraçado comparar com uma foto super recente e ver como os tempos mudam e como minha relação com a moda também (pretendo falar sobre isso num post mais pra frente). Não sei exatamente em qual momento eu comecei a me interessar pelo assunto, mas depois de várias experimentações, acredito que hoje me encontrei num estilo em que me sinto bem à vontade e que vou pontuando com novas peças quando vejo necessidade. Esse look mesmo aí da foto é tão eu que dá lágrimas nos olhos.

A Crystal de hoje em dia definitivamente não se vê mais usando plataformas ou esse estilo de jeans ou até o cabelo nesse corte, mas acho lindas as fases que eu passei pra chegar em quem eu sou hoje. E eu era muito fofa, né não?

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23/09/18

Essa aí eu tirei um tempinho depois, quando eu fui pela primeira vez no Paço do Frevo, no Recife Antigo, durante um passeio com uma prima do Rio de Janeiro. Eu acho a coisa mais linda do mundo essa arquitetura do centro da cidade, que me transporta no tempo pra tantas décadas e séculos passados e me enche de orgulho de morar numa cidade com tanta história pra contar.

É uma pena o descaso que o governo tem com a conservação e manutenção dessas casas, mas não deixo de achar lindo esse contraste do verde nascendo onde “não deveria”. O centro do Recife tem essa particularidade de guardar beleza bem mais alto do que a que a gente vê na altura dos olhos.

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26/09/18

Essa talvez seja a foto mais aleatória do post, mas adoro olhar pra ela. A manta e os lençóis branquinhos da minha cama fazem parte da lista de coisas que mais amo nessa vida e não tem nada mais maravilhoso que passar um domingo bem longo aconchegada com um livro maravilhoso ou finalmente dormir nela depois de um dia daqueles.

O detalhe é que o colchão fica apoiado numa plataforma de pallets, até apoiei algumas garrafas de vinho bonitas na tentativa de uma decoração original. Espero, em algum momento desse blog, falar um pouco sobre como foi a experiência de montar e decorar uma cama nesse estilo, mas isso vai ficar um pouco pra depois.

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05/11/18

Por fim, uma foto de ontem mesmo.

Eu adicionei esse caixote na decoração do closet bem recentemente e achei uma gracinha o jeito que ele compôs com o resto do ambiente. Aliás, nem é muito difícil, já que quase tudo no meu quarto agora é feito dessa madeira clarinha. Assim como rolou com a cama, a ideia de fazer um closet também foi intuitiva e aconteceu bem por acaso. E hoje tenho um orgulho danado desse espaço tão lindo que eu tenho aqui (devo incluir todo o processo de criação do closet no post da cama de pallets também).

 

Então é isso!

Talvez o post não tenha ficado exatamente do jeito que eu planejei, porque no meio dele eu comecei a ter uma crise de dor no maxilar por conta da minha recente falta de sisos e isso desviou bastante da minha concentração. Mas eu vou ajustando esse modelo com o tempo.

Favoritos #7: Novembro

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  • Duplinha = Hidratante Facial Nivea + Lip Care Fruit Shine Morango Nivea

Não, não é um publi, gosto mesmo desses dois produtos. O hidratante facial da Nivea foi o primeiro que eu comprei para começar meus cuidados de hidratação da pele, fora os ácidos que eu sempre usei. Por mais que eu não sinta minha pele realmente seca (eu adquiri o hábito de beber muita água durante o dia e a diferença é gritante) eu sei que uma hidratação externa é necessária pelo menos umas três vezes por semana. Comecei com o da Nivea por ser bem baratinho, custou pouco mais de 20 reais na época que eu comprei. Só que por mais “anti-brilho” que ele seja, não tem como usar pela manhã, ainda mais no calor que faz aqui em Recife, deixa a pele muito oleosa. Para não perder o produto, comecei a usá-lo pela noite e super funciona, o rosto acorda com uma aparência bem bonita.

Ele virou meu favorito em Novembro porque quase durante todo o mês eu tive que ir para o inglês no fim de semana. E quando estou em casa nesses dias gosto de não usar nada no rosto, nem protetor solar, para a pele ficar bem ao natural mesmo. Mas como tive que ir para o inglês, esses dois produtos foram indispensáveis, já que enquanto hidratam, eles protegem a pele e os lábios do sol. A vantagem do hidratante labial é que ele deixa uma leve corzinha vermelha nos lábios que para mim que gosto de batons vibrantes é essencial. E como eu ficava fora de casa por pouco tempo, nem me incomodei com a pele brilhando.

  • Jeanne Damas para Vogue UK

Se não me engano, conheci a Jeanne pelo Steal The Look, um site de moda que eu gosto muito. Ela é umas das it girls do momento quando se fala no estilo parisian chic, invejado por mulheres do mundo inteiro e que me faz babar litros. Nesse vídeo feito para a Vogue britânica, Jeanne conta alguns dos segredos da parisiense para manter a beleza, tanto da pele quanto dos cabelos. Mas não são as marcas que ela aponta o que eu achei mais interessante no vídeo, e sim o fato dela frisar que a beleza está no charme e não naquilo que pintamos sobre o rosto.

Viciei no vídeo, assisti umas quatro vezes. Foi muito legal ver aqueles preceitos de livros como Como Ser Uma Parisiense aplicados na prática. Essa simplicidade das parisienses me encanta. E é realmente verdade: hidratante, protetor solar e muita água é tudo o que você precisa.

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Cor 71

  • Batom vermelho

Meu rímel chegou a seus últimos dias esse mês e a falta de dinheiro (e muita preguiça) me fizeram demorar bastante para comprar outro, tanto é que até hoje ainda não fiz isso. Então para driblar essa ausência que realmente faz falta no dia a dia, resolvi seguir o truque preferido da Jeanne, que ela fala nesse vídeo logo aí em cima. Ela adora usar um batom bem forte com nada mais. Como máscara de cílios é um item que eu adoro usar, mesmo que não carregue muito, já tinha me esquecido que dava para fazer isso. Então voltei ao batom vermelho (tinha dado um tempo nele para usar outras cores) com somente aqueles produtos que eu uso na pele de manhã. E gostei muito do resultado, o legal do batom vermelho é que ele se basta por ele mesmo.

  • Não Me Abandone Jamais (2010), de Mark Romanek

Para dar uma diferenciada do livro do mês, vou escolher a adaptação para o cinema do livro Não Me Abandone Jamais, do japonês Kazuo Ishiguro. Especialmente pela cena final que transmite todo o drama e sentimentos da vida dos personagens e deixa todo mundo atordoado. Ela não está no livro com essas mesmas palavras, a maior parte foi escrita pelo roteirista Alex Garland. Não digo que esse final é um defeito por ser diferente do livro, mas é uma boa saída cinematográfica, uma forma de traduzir o que o autor falou durante todo o livro, mas que é complicado de passar para a tela. Vale a pena conferir.

O livro é narrado por Kathy H., que através de suas memórias relembra como ela, Ruth e Tommy cresceram no orfanato Hailsham, na Inglaterra. De forma não linear, como num fluxo de pensamento, ela conta sua infância no orfanato, a adolescência nos Chalés, e quando, já adulta, se torna uma cuidadora. Mas Hailsham não é um orfanato tradicional, não existem pais que adotam as crianças. Lá são criados clones que recebem toda a educação e cuidado possível para que quando cheguem a determinada idade eles possam doar seus órgãos vitais para pacientes em estado terminal. Este é um avanço da ciência que não é datado no livro, ele não deixa claro em que época os personagens estão vivendo, sabemos apenas que este tipo de experiência não é recente.

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  • Folie Bistrô

Passo todos os dias na volta para casa em frente a esse lugarzinho simpático e nunca entrei. Até que senti que precisava de um break e passei algumas horas bem maravilhosas no Folie Bistrô, todo decorado em laranja, preto e marrom. Antes uma Cafeteria São Braz, hoje o Folie tem bem mais personalidade e entra para lista de lugares mais gracinha de Recife. O atendimento é ótimo e o brownie também. Achei mais maravilhoso ainda quando eu esqueci o Reparação lá e a moça atendente foi me até a parada de ônibus me devolver. Um amor!

Endereço: Avenida Herculano Bandeira, 513, Pina – Recife, PE (na Galeria Joana D’Arc)

  • Ler Antes de Morrer, por Isabella Lubrano

Conheci o canal da Isabella, o Ler Antes de Morrer, esse mês quando procurava resenhas de Reparação (2001) e definitivamente me apaixonei. Super me identifiquei com o seu amor pelos livros clássicos. Suas resenhas são extremamente ricas e divertidas, aprendi muitas coisas assistindo seus vídeos, gosto dos links que ela faz da história com acontecimentos do dia a dia ou com uma contextualização da época em que o autor escreveu a obra. Passei o mês vendo vídeo após vídeo sem cansar. Virou minha nova booktuber preferida.

  • The Strokes

Eu não consigo explicar. É até meio triste para mim. 90% do mês a única coisa que eu escutei foi The Strokes. Foi automático. Quando eu não estava lendo no ônibus, estava escutando a discografia deles.

Crystal Ribeiro