Pequenas mudanças que estou tentando fazer na rotina em 2019

Uma das minhas coisas preferidas da vida é terminar o dia com aquela sensação boa de que eu consegui preenche-lo da melhor forma possível. Quando digo isso não falo tanto em produtividade, mas, principalmente, em incluir no meu dia a dia atividades e hábitos que estimulem minha criatividade, que me ensinem coisas novas, me ajudem a ter uma rotina mais tranquila e deixem minha mente respirar um pouco.

É claro que isso nem sempre é possível e é um verdadeiro privilégio que eu possa incluir esses hábitos enquanto outras pessoas simplesmente não têm opção por mil e um motivos. Mas, se a gente puder olhar com mais cuidado pra nossa rotina, é quase certeza que dá pra identificar alguns hábitos que, por menores que sejam, são fáceis de serem mudados para trazer um pouco mais essa sensação de que nosso dia teve momentos que foram só amor.

Ano passado, quando minha rotina mudou completamente, eu fiz esse exercício e percebi vários pontos em que eu podia melhorar. Eu acredito seriamente que fazer pequenas mudanças podem gerar grandes resultados em algum momento. Entrei em 2019 pronta a dar o meu melhor pra mudar alguns hábitos ruins e eis aqui o que eu tenho tentado fazer.

não usar o celular antes de dormir e logo depois de acordar

Provavelmente essa é a mudança mais difícil de todas pra mim (toca aqui se pra você também). Como é difícil não rolar o feed do Instagram pela última vez antes de dormir ou olhar as mensagens novas no Whatsapp assim que eu acordo!

Mas respira que dá certo.

O que tento fazer é evitar o celular uma hora antes de dormir e na primeira depois de acordar e sinto que faz uma diferença absurda no meu sono e na minha ansiedade quando consigo. Claro que todos os dias eu enfrento uma batalha interna contra mim mesma e a minha curiosidade. Mas mesmo que o sentimento de sucesso seja incomparável, confesso que tenho mais perdido do que sido vitoriosa. E tá tudo bem. Seguimos tentando.

dar um tempo no Youtube…

Já que falei de celular, o Youtube é outro vício que estou tentando evitar ao máximo. Não que ele não traga nada de construtivo no meu dia, mas a facilidade com que eu consigo sair de um vídeo que me ensina algo pra outro (e outro e outro e outro…) que não me acrescenta nada é impressionante.

Minha saída pra esse problema é tentar limitar meu tempo vendo vídeos à parte do dia em que eu fico mais livre, no caso, à noite. Mais uma vez, ainda é uma batalha constante.

… e ouvir mais podcasts

Confesso que demorei muito a me render aos podcasts e, felizmente, é um caminho sem volta. Ouvir podcast, pra mim, é ficar mais sabida a cada programa, então essa tem sido uma forma de tentar substituir o Youtube na minha vida. Toda vez que tô lá de bobeira lavando os pratos, por exemplo, e penso em ver mais um vídeo, eu dou play em algum podcast e têm sido maravilhoso.

Meus preferidos de notícia são o Mamilos e o Durma com essa; para lifestyle e moda eu amo o Na nossa vida e o Moda pé no chão; e recentemente tenho amado o podcast de literatura da Gabi, o Uma leitura toda sua. Ah escuto todos pelo Spotify.

ler pelo menos uma hora por dia

Ultimamente venho lendo livros que me desafiam um pouco mais (que têm uma linguagem diferente ou que têm um conteúdo mais pesado etc), então tem sido difícil manter meu interesse por eles 100% do tempo. Mas, desde o ano passado, estipulei que dedicaria pelo menos uma hora do meu dia à leitura e tem super funcionado.

Tem dias em que eu leio bem mais que uma hora e outros bem menos ou até nada, mas essa meta garante que eu não perca o foco. Eu sou uma pessoa que divido minha atenção entre o cinema e os livros constantemente, então preciso fazer um certo esforço pra manter a balança equilibrada e lembrar que eu posso maratonar uns cinco filmes num sábado, mas que aquele livro grossão na cabeceira não vai se ler sozinho.

ter mais momentos de silêncio

Esse ano eu finalmente realizei aquele meu “sonho da casa própria” que se chamava fazer yoga. Mesmo que eu só esteja frequentando as aulas há pouco mais de um mês e nem consigo por em palavras o quanto ela tem me feito bem, não só no que diz respeito ao meu corpo e minha mente, mas ela tem me ajudado é prestar atenção em coisas que antes eu nem ligava tanto.

Meus momentos de silêncio são um exemplo perfeito. No final de cada aula nós deitamos no tapete, esvaziamos a mente e meditamos um pouco. A sensação de fazer isso é tão boa que, nas primeiras vezes, eu ia pra casa incrédula pensando no porquê eu nunca tinha feito isso antes.

Foi aí que, observando minha rotina, eu notei que poderia (e deveria) incluir mais momentos no dia em que eu faço algo completamente em silêncio e não me distraio com nenhuma música ou televisão ou vídeo etc. Já notou como isso é difícil? Ficar tipo 10 minutos se concentrando apenas em uma atividade sem nenhuma distração? O nome disso é “atenção plena” e tá sendo a minha forma de melhorar na meditação, já que sou novata e ainda é bem difícil pra mim.

escrever mais à mão

Provavelmente essa é a meta mais importante dessa lista. É aquela que foi lançada na internet pra eu assumir um compromisso de que vou me esforçar pra fazer acontecer porque, nossa, como eu preciso disso.

Escrever me faz muito bem, é a forma mais simples e direta que eu tenho de organizar meus pensamentos, de me trazer consolo e encontrar um pouco de sentido dentro de tudo o que acontece aqui dentro. Geralmente o que vai pro meu caderno são dilemas e inseguranças e eu me sinto tão reclamona com isso, mas ao mesmo tempo é quase como uma terapia, porque colocar pra fora, mesmo que em palavras, ajuda. E muito.

Teve aquela época em 2017 que, tudo o que eu queria era ficar longe de cadernos, mas em 2018 as coisas voltaram aos eixos e estou cada vez mais empolgada. Comprei até um diário só pra isso, como contei no post anterior. E assim, aos poucos, tem voltado aquela necessidade gostosa de “escrever pra viver” que é tão preciosa e tão minha.

Estou torcendo pra poder voltar aqui no fim de 2019 com ótimas notícias.

Espero também que você tenha gostado de saber um pouco mais sobre como eu estou lapidando a minha rotina e que tenha se inspirado a fazer o mesmo com a sua. Uma pequena mudança de cada vez.

O que tem no meu bullet journal de 2019

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Mais um ano, mais um bullet journal. Ainda soa estranho falar para as pessoas que eu me organizo por um caderno com um nome esquisito desses, porque muita gente não conhece a técnica, e, lendo assim em inglês, parece até uma coisa super complicada e muito diferente de tudo do que a gente tá acostumado a ver em questão de planejamento do dia a dia. Mas o bullet journal, ou simplesmente bujo, é um caderno à sua escolha, onde você escreve tudo o que precisa pra se organizar e tornar o seu dia mais produtivo e bem mais descomplicado.

Comecei a fazer experiências com a técnica (criada pelo designer Ryder Carroll) lá em 2017 e desde então venho amando o fato de ter, em um só lugar, várias listas que ocupavam papéis no meu quarto, bloco de notas do celular, sites no computador, post-its e outras coisas. Porque o bullet journal nada mais é do que um lugar onde você pode reunir tudo o que você precisa no dia a dia, de forma organizada e do jeito que você bem entender. Vou mostrar tudo na prática já já.

Mas a coisa mais legal do bullet journal é que você pode fazer experimentações com ele ao longo dos anos e até dos meses. Ao contrário do planner, por exemplo, que você já compra na papelaria todo montadinho e seguindo uma ordem, no bujo você pode desenhar as páginas de acordo com o que você precisa, personalizar calendários, acompanhar hábitos, criar listas de afazeres, de compras, filmes, livros, metas e o que mais quiser. O céu é realmente o limite quando o assunto é bullet journal.

Pessoalmente falando, ao longo desses anos, percebi o quanto meu modo de desenhar e de lidar com o meu bujo mudou. Aí achei legal compartilhar um pouco de quais páginas e layouts deram certo pra mim ao mesmo tempo em que eu mostro como ficou o meu modelo para 2019.

A intenção desse post é mais compartilhar a minha experiência com a técnica e não tanto explicar exatamente seus princípios e métodos, até porque eu não sigo à risca os princípios do bullet journal, e sim a ideia geral. Mas se você estiver a fim de ler algo mais teórico sobre o assunto, eu recomendo esse post da Maki, do blog Desancorando, em que ela explica bem explicadinho tudo o que Ryder Carroll ensina sobre o assunto.

Calendário anual e “future log”

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Pelo segundo ano consecutivo, iniciei o bullet journal com um calendário anual. Fiquei bem na dúvida se eu deveria começar por ele, porque nunca tinha o hábito de consultá-lo, geralmente usava um calendário de mesa ou o do celular (quando não estou em casa). Mas, como não sabia exatamente como começar o bujo dessa vez, optei pelo clássico calendário e, ao contrário do que eu esperava, tenho usado bastante.

O que mudou foi que, em 2018, dividi os meses em quatro páginas e não em duas, para poder ter espaço para anotar as datas importantes direto nele. Esse ano preferi fazer um pouco diferente, porque queria visualizar todos os meses em uma página só, pra simplificar um pouco.

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As datas importantes em si eu optei por colocar no “future log” (que nunca tinha feito antes), que serve para anotar datas com uma certa antecedência, como aniversários, por exemplo, e ter uma visão mais ampla dos eventos ao longo do ano. O “future log” eu preferi dividir em quatro páginas pra ter um espaço maior e conseguir escrever com maior liberdade.

Coleções

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Diferente de 2017 (meu primeiro ano com o bullet journal), em 2018 e 2019 tenho feito as coleções (que são as páginas mais aleatórias, que não têm tanto a ver com organização diária em si) logo nas primeiras páginas. Sempre gosto de fazer primeiro uma lista de metas para o ano (que em 2019 eu procurei fazer o mais realista e objetiva possível), depois uma lista de livros para ler, uma whishlist (também o mais objetiva e minimalista possível) e duas páginas para fazer um acompanhamento das séries que eu pretendo assistir durante o ano (nesse post aqui eu mostro como ficou essa parte do meu bujo lá em 2017).

Pessoalmente, esse tracker de séries funciona pra mim porque não sou a pessoa das séries, prefiro muito mais os filmes, então prefiro “delegar” essa lista ao meu perfil lá no Filmow, já que ela nunca diminui pra menos de 400 títulos. Mas se você for uma daquelas pessoas que ama maratonar séries, talvez não funcione bem com você, pela quantidade de coisas pra escrever.

Para 2018, em especial, incluí duas páginas extras que nunca tive no bujo. Uma para vinhos, pra catalogar aqueles que eu já experimentei e não ficar mais no supermercado na dúvida se já bebi aquele vinho ou não; e uma pro blog, com uma tabela simples pra marcar a quantas anda a escrita dos posts. No bullet do ano passado eu ensaiei deixar um espaço pra listar trechos de músicas que eu estivesse curtindo no momento, mas não deu muito certo e eu abandonei a ideia esse ano.

Organização mensal e semanal

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Agora chegamos à seção que mais tem mudado ao longo dos anos no meu bullet journal, porque sou uma pessoa que está sempre em busca da divisão mensal e semanal perfeita. E, para minha surpresa, essa é a parte do caderno que tem me deixado mais empolgada, não só porque ela está completamente diferente de tudo o que eu fiz em 2017 e 2018, mas porque é a seção em que eu passo mais tempo no bujo e é muito delícia sentar todo domingo e desenhar toda a minha semana.

Mas vamo lá.

O que continua o de sempre é o calendário mensal em formato de lista, só que agora dividido em duas páginas. Dentro desse layout incluí duas coisas que senti muita falta ano passado: uma seção de metas para o mês e outra para possíveis anotações.

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Essa parte de metas do mês era algo que eu queria muito e não sabia exatamente como incluir de uma forma bonitinha no antigo bujo. Nesse eu posso visualizar logo de primeira as coisas que eu não posso deixar de fazer no mês e, apesar de ser uma coisa simples, têm me ajudado demais.

Já a parte de organização semanal sempre foi algo que me deixava muito frustrada, porque ela sempre foi uma bagunça total. Primeiro porque, eu geralmente misturava compromissos e coisas para fazer no dia a dia com mini diários e reflexões que eu tinha da semana; e depois porque, mesmo que eu reservasse uma quantidade fixa de páginas para me organizar, eu escrevia o que ia fazer na semana no dia anterior e sempre acabava esquecendo de alguma coisa.

Então no bujo de 2019 eu tomei duas decisões para sanar o problema: a primeira é que eu iria voltar a manter um diário, pra separar organização de pensamentos mais pessoais e até pra voltar a tratar esse tipo de escrita de uma forma mais séria (posso escrever sobre isso depois); e a segunda foi encontrar um layout em que eu pudesse visualizar a semana de uma vez só e que tivesse tudo o que eu precisava.

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Eis que cheguei nesse modelo aí, com uma organização totalmente vertical (coisa que nunca fiz antes) e com o espaço de todos os dias da semana já pré-definido. Então, todo domingo, eu desenho as linhas e preencho com os compromissos que eu já tenho durante a semana, junto com seus respectivos horários. Esse tipo de organização tem me ajudado a ter um pouco mais de compromisso com as minhas tarefas, porque tenho uma hora definida pra fazer as coisas.

Por fim, continuei com a minha ideia de 2018 de fazer uma “to do list” semanal, pra depois ir encaixando as tarefas nos espaços e tem funcionado super bem, mesmo com o espaço reduzido. E do lado direito reservei um cantinho pra escrever as coisas pelas quais eu sou grata durante a semana, algo era indispensável pra mim. No ano anterior, fiz um diário de gratidão mensal no próprio bujo, mas que eu nunca lembrava de preencher. Nesse novo modelo, fica impossível não olhar pra esse espaço durante a semana e escrever alguma coisa. Sempre tem algo, por mais simples que seja, que merecer nossa gratidão.

Materiais e inspirações

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Assim como em todos os anos, comprei o caderno do meu bullet journal no Atacado dos Presentes daqui de Recife. Ele não tem espiral (o que eu amo) e tem um tamanho que eu considero ideal, nem muito pequenininho (como foi o de 2017), nem grande igual um caderno comum. Pra escrever nele estou usando a Fine Pen da Faber Castell na cor preta, porque sinceramente, não iria conseguir escolher outra cor; uma caneta retroprojetora (Faber Castell) meio vinho pros detalhes; e um marca texto rosinha (Faber Castell) pra destacar algumas coisas.

E é isso!

Esses novos layouts e páginas extras do bujo têm me deixado animada e estão me ajudando muito a manter uma certa rotina de estudos e, claro, a não me esquecer de nada do que eu preciso fazer durante o mês. E eu espero que essas considerações sobre os antigos e o novo bullet journal possam ter te inspirado a entrar na #comunidadebujo ou até a pensar em novas formas de organizar o que importa pra você.

Vou deixar aqui embaixo também alguns vídeos que eu assisti e que me inspiraram muito pra fazer o meu bullet journal versão 2019.

E até a próxima!

Post randômico: diário em fotos

Ontem passei o dia escrevendo um post sobre coragem que, no fim das contas, achei que não era pra ser publicado agora, mas acho até o fim da semana ele deve estar por aqui no blog. Ao invés disso, pensei em fazer um breve diário com algumas fotos que me marcaram nesses últimos meses para contar algumas coisas que estão acontecendo na minha vida, alguns itens favoritos, detalhes e observações do dia a dia. Foi algo totalmente fora do planejamento, mas talvez o resultado fique legal e eu faça mais posts desse jeito por aqui. Enfim, vamos ver no que dá.

 

23/07/18

A primeira foto que eu queria mostrar é essa que foi tirada no dia da minha formatura em Jornalismo, lá em julho (e parece que já faz uma eternidade!). Eu, Rafa e Duda completamos dez anos de amizade agora em 2018 e talvez essa seja a foto que eu mais amei nesse tempo todo em que estamos juntas. Ela, inclusive, é muito parecida com uma foto que a gente tirou no meu aniversário de 15 anos, mas, por ter ficado simplesmente horrível eu desisti de colocar um antes/depois.

Ela tá aparecendo aqui, porque eu não consigo deixar de sorrir quando a vejo, não só pela felicidade imensa que eu tava sentindo por concluir a faculdade, mas também por lembrar o quão especial é a nossa amizade, quantas coisas a gente passou juntas até chegarmos aqui hoje, no quanto a gente sonhou em como seria esse dia e, finalmente, em como foi vivê-lo juntas. Foi muito muito especial.

04/08/18

Nesse dia, eu, Bruna e Douglas estávamos em Maragogi-Al, e descemos bem cedinho na praia pra ver o nascer do sol. Douglas testou vários dos suas habilidades como fotógrafo quando eu fui molhar os pés na água gelada e eu acabei gostando muito dessa foto.

Talvez você que me conhece ou que acompanha o blog há algum tempo já saiba da minha relação especial com essa hora do dia. Eu me sinto energizada pelo sol nascendo, pelas cores, pela luz, pela sensação. E apesar da minha cara de sono na imagem, eu gosto desse sentimento todo que essa foto transmite pra mim, de calmaria e fé no dia que tá nascendo.

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11/08/18

Ainda em agosto e ainda em Maragogi, eu e meu irmão saímos para andar de caiaque quando a maré estava baixinha e tranquila. No fim, esse terminou sendo um dos momentos mais divertidos do nosso fim de semana.

Eu nunca tinha feito isso antes e adorei! Você acha que não tem jeito de se molhar dentro de um desses, mas eu saí de lá ensopada, o que por um lado foi bom, porque o sol tava bem quente e remar cansa bastante. Depois de meia hora, a melhor parte foi cair na água.

Essas duas fotos saem um pouco do padrão aqui do post, mas estão aqui pra representar dois hábitos legais que eu venho incorporando no meu dia a dia: o de cuidar da minha pele e de comer coisas que me façam bem.

Cuidar da pele já é algo que eu tenho como hábito há algum tempo e não abro mão. Já contei nesse post aqui alguns dos cuidados que eu tenho com a minha pele, mas pretendo (bem em breve) escrever um mais extenso sobre as mudanças que têm ocorrido com ela, como o anticoncepcional interferiu nela, os produtos que eu amo usar etc. Essas máscaras eu comprei em setembro numa ida ao shopping e acabei adorando, sobretudo essa da Ricca que é tipo um gelzinho (vou falar mais sobre ela no post que mencionei aí em cima). Pra quem costumava usar só máscara de argila feita em casa foi bem legal experimentar algumas coisinhas novas e que, acreditem ou não, sempre deixam meu dia mais alegre. Mesmo que seja uma máscara facial.

Sobre esse monte de folhas aí do lado, elas fazem parte dos maravilhosos componentes do meu suco verde, que nada mais é que uma maçaroca de frutas, vegetais, legumes e sementes que ajudam meu organismo a repor várias coisas que eu não como normalmente. Eu sempre fui a menina mais fresca da vida pra comer coisas saudáveis, o que não é algo que me orgulha e que, aos pouquinhos, tô conseguindo mudar.

Minha mãe tem me ajudado bastante com isso, na verdade. Foi ideia dela a de congelar as folhas pro suco pra que eu não ficasse com preguiça de fazer no dia a dia. É só ir no congelador, pegar um dos saquinhos, jogar no liquidificador com o resto das coisas e beber. Não vou mentir, é bem chato congelar tudo, mas fica muito mais fácil no final das contas e tem ajudado demais na minha disposição, saúde e até na minha pele. Faz meses que eu não pego um resfriado, algo impossível de se imaginar um tempo atrás.

Aí num dia em setembro em tava vasculhando uns álbuns antigos e encontrei essa foto minha lá na Praça do Entroncamento, na época em que faziam um parquinho de diversões perto do Natal. Essa sempre foi umas das minhas fotos preferidas de quando eu tinha uns 5, 6 anos: eu tinha uma cara de bolacha, com cabelo no ombro e franjinha (uma relação de amor e ódio eterna) e ainda uma calça com a barra bem larga caindo por cima das minhas plataformas da Xuxa.

Era um look 100% a minha cara naquela época, e achei engraçado comparar com uma foto super recente e ver como os tempos mudam e como minha relação com a moda também (pretendo falar sobre isso num post mais pra frente). Não sei exatamente em qual momento eu comecei a me interessar pelo assunto, mas depois de várias experimentações, acredito que hoje me encontrei num estilo em que me sinto bem à vontade e que vou pontuando com novas peças quando vejo necessidade. Esse look mesmo aí da foto é tão eu que dá lágrimas nos olhos.

A Crystal de hoje em dia definitivamente não se vê mais usando plataformas ou esse estilo de jeans ou até o cabelo nesse corte, mas acho lindas as fases que eu passei pra chegar em quem eu sou hoje. E eu era muito fofa, né não?

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23/09/18

Essa aí eu tirei um tempinho depois, quando eu fui pela primeira vez no Paço do Frevo, no Recife Antigo, durante um passeio com uma prima do Rio de Janeiro. Eu acho a coisa mais linda do mundo essa arquitetura do centro da cidade, que me transporta no tempo pra tantas décadas e séculos passados e me enche de orgulho de morar numa cidade com tanta história pra contar.

É uma pena o descaso que o governo tem com a conservação e manutenção dessas casas, mas não deixo de achar lindo esse contraste do verde nascendo onde “não deveria”. O centro do Recife tem essa particularidade de guardar beleza bem mais alto do que a que a gente vê na altura dos olhos.

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26/09/18

Essa talvez seja a foto mais aleatória do post, mas adoro olhar pra ela. A manta e os lençóis branquinhos da minha cama fazem parte da lista de coisas que mais amo nessa vida e não tem nada mais maravilhoso que passar um domingo bem longo aconchegada com um livro maravilhoso ou finalmente dormir nela depois de um dia daqueles.

O detalhe é que o colchão fica apoiado numa plataforma de pallets, até apoiei algumas garrafas de vinho bonitas na tentativa de uma decoração original. Espero, em algum momento desse blog, falar um pouco sobre como foi a experiência de montar e decorar uma cama nesse estilo, mas isso vai ficar um pouco pra depois.

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05/11/18

Por fim, uma foto de ontem mesmo.

Eu adicionei esse caixote na decoração do closet bem recentemente e achei uma gracinha o jeito que ele compôs com o resto do ambiente. Aliás, nem é muito difícil, já que quase tudo no meu quarto agora é feito dessa madeira clarinha. Assim como rolou com a cama, a ideia de fazer um closet também foi intuitiva e aconteceu bem por acaso. E hoje tenho um orgulho danado desse espaço tão lindo que eu tenho aqui (devo incluir todo o processo de criação do closet no post da cama de pallets também).

 

Então é isso!

Talvez o post não tenha ficado exatamente do jeito que eu planejei, porque no meio dele eu comecei a ter uma crise de dor no maxilar por conta da minha recente falta de sisos e isso desviou bastante da minha concentração. Mas eu vou ajustando esse modelo com o tempo.