Favoritos #7: Novembro

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  • Duplinha = Hidratante Facial Nivea + Lip Care Fruit Shine Morango Nivea

Não, não é um publi, gosto mesmo desses dois produtos. O hidratante facial da Nivea foi o primeiro que eu comprei para começar meus cuidados de hidratação da pele, fora os ácidos que eu sempre usei. Por mais que eu não sinta minha pele realmente seca (eu adquiri o hábito de beber muita água durante o dia e a diferença é gritante) eu sei que uma hidratação externa é necessária pelo menos umas três vezes por semana. Comecei com o da Nivea por ser bem baratinho, custou pouco mais de 20 reais na época que eu comprei. Só que por mais “anti-brilho” que ele seja, não tem como usar pela manhã, ainda mais no calor que faz aqui em Recife, deixa a pele muito oleosa. Para não perder o produto, comecei a usá-lo pela noite e super funciona, o rosto acorda com uma aparência bem bonita.

Ele virou meu favorito em Novembro porque quase durante todo o mês eu tive que ir para o inglês no fim de semana. E quando estou em casa nesses dias gosto de não usar nada no rosto, nem protetor solar, para a pele ficar bem ao natural mesmo. Mas como tive que ir para o inglês, esses dois produtos foram indispensáveis, já que enquanto hidratam, eles protegem a pele e os lábios do sol. A vantagem do hidratante labial é que ele deixa uma leve corzinha vermelha nos lábios que para mim que gosto de batons vibrantes é essencial. E como eu ficava fora de casa por pouco tempo, nem me incomodei com a pele brilhando.

  • Jeanne Damas para Vogue UK

Se não me engano, conheci a Jeanne pelo Steal The Look, um site de moda que eu gosto muito. Ela é umas das it girls do momento quando se fala no estilo parisian chic, invejado por mulheres do mundo inteiro e que me faz babar litros. Nesse vídeo feito para a Vogue britânica, Jeanne conta alguns dos segredos da parisiense para manter a beleza, tanto da pele quanto dos cabelos. Mas não são as marcas que ela aponta o que eu achei mais interessante no vídeo, e sim o fato dela frisar que a beleza está no charme e não naquilo que pintamos sobre o rosto.

Viciei no vídeo, assisti umas quatro vezes. Foi muito legal ver aqueles preceitos de livros como Como Ser Uma Parisiense aplicados na prática. Essa simplicidade das parisienses me encanta. E é realmente verdade: hidratante, protetor solar e muita água é tudo o que você precisa.

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Cor 71
  • Batom vermelho

Meu rímel chegou a seus últimos dias esse mês e a falta de dinheiro (e muita preguiça) me fizeram demorar bastante para comprar outro, tanto é que até hoje ainda não fiz isso. Então para driblar essa ausência que realmente faz falta no dia a dia, resolvi seguir o truque preferido da Jeanne, que ela fala nesse vídeo logo aí em cima. Ela adora usar um batom bem forte com nada mais. Como máscara de cílios é um item que eu adoro usar, mesmo que não carregue muito, já tinha me esquecido que dava para fazer isso. Então voltei ao batom vermelho (tinha dado um tempo nele para usar outras cores) com somente aqueles produtos que eu uso na pele de manhã. E gostei muito do resultado, o legal do batom vermelho é que ele se basta por ele mesmo.

  • Não Me Abandone Jamais (2010), de Mark Romanek

Para dar uma diferenciada do livro do mês, vou escolher a adaptação para o cinema do livro Não Me Abandone Jamais, do japonês Kazuo Ishiguro. Especialmente pela cena final que transmite todo o drama e sentimentos da vida dos personagens e deixa todo mundo atordoado. Ela não está no livro com essas mesmas palavras, a maior parte foi escrita pelo roteirista Alex Garland. Não digo que esse final é um defeito por ser diferente do livro, mas é uma boa saída cinematográfica, uma forma de traduzir o que o autor falou durante todo o livro, mas que é complicado de passar para a tela. Vale a pena conferir.

O livro é narrado por Kathy H., que através de suas memórias relembra como ela, Ruth e Tommy cresceram no orfanato Hailsham, na Inglaterra. De forma não linear, como num fluxo de pensamento, ela conta sua infância no orfanato, a adolescência nos Chalés, e quando, já adulta, se torna uma cuidadora. Mas Hailsham não é um orfanato tradicional, não existem pais que adotam as crianças. Lá são criados clones que recebem toda a educação e cuidado possível para que quando cheguem a determinada idade eles possam doar seus órgãos vitais para pacientes em estado terminal. Este é um avanço da ciência que não é datado no livro, ele não deixa claro em que época os personagens estão vivendo, sabemos apenas que este tipo de experiência não é recente.

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  • Folie Bistrô

Passo todos os dias na volta para casa em frente a esse lugarzinho simpático e nunca entrei. Até que senti que precisava de um break e passei algumas horas bem maravilhosas no Folie Bistrô, todo decorado em laranja, preto e marrom. Antes uma Cafeteria São Braz, hoje o Folie tem bem mais personalidade e entra para lista de lugares mais gracinha de Recife. O atendimento é ótimo e o brownie também. Achei mais maravilhoso ainda quando eu esqueci o Reparação lá e a moça atendente foi me até a parada de ônibus me devolver. Um amor!

Endereço: Avenida Herculano Bandeira, 513, Pina – Recife, PE (na Galeria Joana D’Arc)

  • Ler Antes de Morrer, por Isabella Lubrano

Conheci o canal da Isabella, o Ler Antes de Morrer, esse mês quando procurava resenhas de Reparação (2001) e definitivamente me apaixonei. Super me identifiquei com o seu amor pelos livros clássicos. Suas resenhas são extremamente ricas e divertidas, aprendi muitas coisas assistindo seus vídeos, gosto dos links que ela faz da história com acontecimentos do dia a dia ou com uma contextualização da época em que o autor escreveu a obra. Passei o mês vendo vídeo após vídeo sem cansar. Virou minha nova booktuber preferida.

  • The Strokes

Eu não consigo explicar. É até meio triste para mim. 90% do mês a única coisa que eu escutei foi The Strokes. Foi automático. Quando eu não estava lendo no ônibus, estava escutando a discografia deles.

Crystal Ribeiro

Favoritos #6: Outubro

Outubro foi um mês que serviu de preparação para o desespero em que estou agora. Fins de período sempre me deixam assim, mas esse está superando todos os limites. Foi por isso que o Favoritos demorou a sair, a vida está uma loucura. Em compensação, outubro veio recheado de coisas maravilhosas. Espero que gostem das indicações:

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  • Maxton 7.43

Meu mês começou cheio de dúvidas. Logo no início, comecei a ficar um pouco insatisfeita com o tom do meu cabelo, não que ele estivesse feio, mas porque estava morrendo de vontade de mudar. Eu sou daquelas que frequentemente enjoa das coisas, não acontece sempre, mas sou fui muito fã de mudanças. Apesar disso, há quase três anos estava usando o mesmo tom de ruivo (Igora 7.77) e nunca nem sonhava em mudar, mesmo que a cada dois meses eu gastasse uma pequena fortuna no retoque. Então eu aliei o fato de querer um tom mais discreto (a Igora deixa o tom bem acesso) à falta de vontade de gastar tanto no cabelo para decidir de uma vez por todas que deveria mudar.

Minha mãe me incentivou e no dia seguinte eu já estava indo na loja comprar outra tinta. Sempre tive muita vontade de saber se a nova coleção de ruivos da Maxton, além de superbarata, era boa. Foi então que eu pintei e me apaixonei pela cor. Ficou mais clarinha, muito provavelmente por causa da ox de 30 que veio na embalagem sendo que meu cabelo já é bem claro pelas outras colorações. Não ficou exatamente um tom fechado do jeito que eu queria, mas acho que foi muito melhor assim. Aproveitei e inclui as sobrancelhas no combo. Nunca pintei porque nunca achei necessário, mas como eu queria mudar a cara inteira não podia ter feito coisa melhor. Foi muito bom me sentir diferente desde outubro passando quando deixei o cabelo longo pelo long bob.

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  • Flats

Essas flats eu ganhei em novembro passado e o tanto que eu andei com ela pagou o preço de todos os sapatos que eu tive nos últimos dez anos (a Bottero está de parabéns). É inexplicável o quanto esse modelo é apaixonante, principalmente no verão que foi a época em que eu mais usei, ele combina com qualquer coisa. Não sei se posso afirmar que o nome de verdade do modelo é flat, mas como flats são sapatilhas com amarração eu gosto de chamar ela assim. Essa semana a usei pela última vez, porque o solado rasgou e uma tira se desprendeu. Já estou me planejando para comprar um modelo parecido agora no fim do ano, não consigo mais viver sem elas.

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  • Desodorante Johnson’s

Desde que comecei a usar desodorantes nunca tive um favorito, eles nunca funcionavam totalmente para mim. Costumava gostar muito de aerosóis, mas perdi o hábito para voltar ao roll on. Não sei explicar muito bem porquê. Quando esses desodorantes da Johnson’s foram lançados eu não acreditei nada que eles segurassem a transpiração, “é igual a todos os outros”, eu dizia. Até que eu vi a Karol Pinheiro colocando ele em um dos seus Favoritos do mês. Eu fiquei totalmente perplexa de ver logo esse desodorante lá na lista. E foi exatamente depois desse vídeo que, assim que o que eu estava usando acabou, eu sai correndo para testar. E não é que ele é maravilhoso? Ainda estou esperando para ver se agora no verão ele é tudo isso, mas esse já é o meu segundo frasco e eu nem sonho em trocar. É incrível. Não sei se é exatamente estranho recomendar um desodorante, mas enfim. Aprovadíssimo.

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  • Livros

Apesar da doideira completa de outubro, de eu estar totalmente desmaiada no fim do dia e coberta de trabalhos para fazer nos fins de semana, esse foi o mês que eu definitivamente retomei o meu hábito de leitura. Esse ano inteiro, na verdade, o que eu fiz foi ler um livro aqui e outro ali, começar a reler alguns livros e depois deixar para lá. Foi a leitura de Reparação (2001), do Ian McEwan, que me trouxe de volta a esse universo da literatura, me fez voltar a me apaixonar por falar de livros, ver vídeos no YouTube, ler resenhas e tal. E eu engatei uma leitura atrás da outra (foram 3 livros nesse intervalo de outubro para novembro). Foi uma coisa bastante especial para mim.

Reparação foi, até agora, meu livro favorito do ano inteiro. Durante o período em que eu estava lendo, meu dia se dividia em dois momentos: o primeiro era quando eu lia durante o percurso entre a minha casa e o estágio; o segundo era quando eu lia no ônibus voltando para casa no fim do dia. Eu ansiava tanto por esses dois momentos que era inexplicável. Era a maior felicidade do mundo para mim. Continuou assim depois que eu finalizei ele, dois livros depois eu ainda estou amando me deslocar por aí lendo. As resenhas dos dois livros seguintes estão vindo, mas já tem resenha completa de Reparação e a sua adaptação para o cinema, Desejo e Reparação (2007) , aqui no Flamingos.

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Imagem: Pitanga Digital
  • Drive (2011), de Nicholas Winding Refn

Eu já tinha assistido Drive (2011) na época em que ele tinha sido lançado, em 2011. Eu lembro que não gostei muito, a história era legal, mas ele não tinha muita coisa de interessante. Além de ser estrelado pelo Ryan Gosling e pela Carey Mulligan, dois atores que eu adoro. Foi aí que, depois de alguns anos parado na estante, eu resolvi dar uma segunda chance para ele. E não foi que eu me apaixonei? Veio aquela sensação que dá quando o filme é muito bom, eu não quero que ele acabe nunca.

Esse intervalo de tempo foi essencial para que eu adquirisse mais conhecimento de cinema e entendesse, pelo menos um pouco, o quanto aquele filme é incrível, tecnicamente falando. Não à toa, ele foi indicado ao Oscar de Melhor Edição de Som. É impressionante o que eles fazem aqui. Eu ainda não consigo notar esse tipo de coisa, mas nesse filme é impossível não perceber o quanto eles trabalharam na edição do som. Isso fora direção de arte, direção, trilha sonora. Um autêntico filme noir anos 1980 em pleno século XXI.

  • Volume 3 – She & Him

No meu rodízio de sempre, voltei a escutar She & Him. Para quem não conhece, esse é um duo musical de folk formado pela atriz Zooey Deschanel e o músico M. Ward. Todos os álbuns têm uma pegada meio vintage, fofa, é uma delícia de escutar. Esse mês fiquei viciada no Volume 3, o trabalho mais recente deles. Lembro bem quando eu estava no fim do ensino médio e ficava escutando no carro indo para a aula. Foi minha trilha sonora dessa época, então ainda é bem nostálgico para mim.

 

Crystal Ribeiro

Favoritos #5: Setembro

Setembro foi um mês bem corrido. O mais atarefado do ano até agora. Se eu achava que o 4º período do curso tinha sido difícil, foi apenas porque o 5º não tinha chegado. O cansaço é grande, eu tenho dormido muito pouco e qualquer momento que aparece para relaxar nunca é o suficiente. Mas ninguém disse que seria fácil, né? Por isso que os posts do mês passado foram tão escassos. Em outubro as coisas vão se normalizar um pouco, mas daqui a pouco novembro tá aí e a loucura de fim de período volta a atacar. Apesar dos pesares, os favoritos foram bastante especiais. Vamos a eles:

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  • O Retrato de Dorian Gray (1890), de Oscar Wilde

Definitivamente, este foi o maior favorito do mês. O Retrato de Dorian Gray é um livro reflexivo e instigante do qual eu não conseguia desviar os olhos. Todo o momento que eu conseguia parar e ler era uma alegria, podia estar no ônibus, no metrô ou na sala de aula que eu esquecia do mundo e me envolvia totalmente com a história. Para quem perdeu, fiz uma resenha bem legal sobre ele essa semana. Dá uma conferida:

“Wilde tem uma escrita muito elegante e requintada […] Apesar de ser um livro forte, o autor consegue trazer o enredo de forma mais sutil e reflexiva do que qualquer outra coisa. Sem dúvida esse foi o ponto que mais me encantou na leitura, o enredo discute a vaidade, o belo, o efêmero, critica a moral da sociedade da época trazendo questões como a vida dupla e o cinismo. […] todos os capítulos têm alguma coisa a discutir, me surpreendi porque essas divagações não me entediaram, só me fizeram amá-lo ainda mais.”

Além de ser um clássico da literatura inglesa e mundial, se tornou um dos clássicos da minha vida. Vale muito a pena ler.

  • Cigarette Daydreams – Cage The Elephant

Baixei toda a discografia do Cage The Elephant, mas ainda não tive tempo de escutar. Exceto Cigarette Daydreams, que não saiu da minha cabeça esse mês. E tem como não? É uma delícia de sair cantando e dançando por aí.

  • Brechós e o Little Black Dress

Um dos meus trabalhos da faculdade em setembro foi fazer uma matéria sobre um assunto da minha escolha. Depois de ler uma matéria na Revista Capitolina, tive a ideia de falar sobre brechós, um assunto que eu conheço basicamente, mas que sempre tive vontade de descobrir mais. Então saí pesquisando vários brechós daqui de Recife, onde eu moro, para visitar e fazer a matéria. No fim das contas, além de fazer meu trabalho, foi incrível descobrir tantos lugares legais para comprar roupas gastando muito menos do que se eu fosse ao shopping. Quero publicar a matéria aqui no Flamingos quando ela estiver finalizada, o que deve acontecer lá pelo fim de novembro.

Em uma dessas visitas, como proferiu Ines de La Fressange em A Parisiense, encontrei meu little black dress da vida em um cantinho escondido nas araras do brechó. Foi instantâneo: eu olhei para ele e soube na hora. Quando vesti me senti a própria Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (1961), parada em frente à Tiffany’s. E custou apenas 20 reais. Melhor compra do ano até agora.

  • “Muito Mais Que o Amor” Ao Vivo – Vanguart

Já fazia um tempo que o Vanguart vinha postando no canal deles no YouTube vídeos com as músicas que fazem parte do setlist do novo DVD. A produção está muito mais bonita que a do último e finalmente é possível falar: “sim, o Vanguart tem um DVD”. No fim do mês o show começou a passar na programação do Canal Bis e não teve nada melhor que ligar a TV cedinho para assistir. Apesar ter sentido falta de Miss Universe, esse é o melhor apanhado de músicas deles, principalmente por ter as minhas preferidas do queridinho Boa Parte de Mim Vai Embora, o segundo CD.

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Imagem: Carta Capital
  • Aquarius (2016), de Kléber Mendonça Filho

Não teve como não ser Aquarius o filme do mês. Virou assunto em casa, na faculdade, na saída com os amigos, no curso, na padaria. Ao menos em Recife, não se falava em outra coisa senão nele. Quem ainda não teve oportunidade de assistir não perca mais tempo, é um filme importantíssimo para o momento do Brasil, tanto sua parte técnica, impecável, quanto seu conteúdo, que ainda reverbera por aí. Para conferir todas as minha impressões a respeito dele, não deixa de conferir a crítica aqui no blog.

Crystal Ribeiro