Se cultivar com amor

 

via Pinterest

“Ela se cultiva da mesma forma que cultiva rabanetes na varanda: com amor”

Essa foi uma frase que nunca saiu da minha cabeça desde que eu a li em Como ser uma parisiense, livro que já resenhei aqui no blog. Vira e mexe eu penso nela e na importância que ela representa. Você já pensou sobre isso? Em se cultivar com amor?

Não são poucas as vezes em que a gente prioriza Deus e o mundo e acaba se deixando de lado. Tem tantas coisas que parecem precisar mais da nossa atenção. Nos envolvemos com trabalho, família, relacionamentos, stories do Instagram, pendências no banco e tantas outras coisas que no final, nem nos lembramos de nos colocar na nossa lista de afazeres. E nem consigo dizer o quão isso é importante.

Se a gente não tá legal fisica e mentalmente, como podemos viver bem? Como que se consegue olhar com amor para o mundo e enxergar beleza? Como não se deixar levar por essa pressão constante de estar sempre entre os melhores, de ser produtivo 100% do tempo e achar que o amanhã é sempre melhor que o hoje? Hoje ainda dá tempo de ser um bom dia, de ter um momento em que a gente fica bem com a gente mesmo.

Quando falamos sobre cuidar de nós mesmos é bem mais fácil lembrar de primeira em cuidados estéticos e eu acredito sim que mostrar pro mundo a melhor versão de nós mesmos é tão importante quanto estar com a cabeça no lugar. Quando a gente olha no espelho e se vê genuíno, honesto com o que a gente quer passar é como se tudo se encaixasse. E o legal é que o ato de se cuidar por fora (e por dentro também) quem determina é você, não precisa ser imposto por ninguém e só você pode ditar as regras.

As maneiras são diferentes, mas o princípio do auto-cuidado é sempre o mesmo: olhar para dentro de si e se perguntar o que você tá sentindo, o que tá faltando. Tem dias em que eu tenho uma sensação chata de que as coisas estão fora do lugar, que eu não estou bem o suficiente, que tem alguma coisa faltando. Essa ansiedade vem, muito provavelmente, por conta da minha cobrança (quase) constante de que eu deveria ser perfeita o tempo todo, de ter que “ticar” todas as minhas tarefas do dia, estar sempre disposta e de bem comigo.

Nem sempre isso é possível. A gente não é produtivo ou está de bom humor ou querendo conquistar o mundo o tempo todo. Por isso é tão importante olhar para dentro da gente e ser gentil, entender nosso estado de espírito e que está tudo bem.

Praticar esse exercício de gentileza e de aceitar o seu momento talvez seja uma das coisas mais importantes dentro do nosso auto-cuidado. Já tem tanta gente lá fora dizendo como temos que ser e agir que permitir que nós também façamos isso com nós mesmos não deveria ser algo comum. Podemos viver sem essa cobrança toda.

Acredito que o poder de se cultivar com amor está nas pequenas coisas que fazemos por nós no dia a dia, que entram tão fluidas na nossa rotina que a gente nem sente, mas quando para pra pensar, vê o bem danado que faz.

Pra mim, cuidar do meu corpo, por dentro e por fora, é o maior sinônimo de auto-cuidado possível. Dormir bem, tomar muita água, hidratar minha pele, tomar um suco verde, fazer máscara de argila, sair pra caminhar na praia escutando música, ler um livro antes de dormir, arrumar meu quarto, assistir vídeos no YT que me ensinem coisas novas, conversar sobre coisas que estão me deixando insegura. Essas são algumas coisas que me fazem ter a sensação de estar contribuindo de alguma forma para meu bem estar.

E o melhor é que cada um tem um jeito de se auto-cuidar. Não existem regras e nem certo ou errado, apenas o que te faz bem e que te ajuda a se sentir melhor com você mesmo. Aproveitando a oportunidade, listei aqui algumas coisas que podem te ajudar nesse processo:

  • Fazer uma limpa no Instagram (deixar de seguir perfis que só te deixam pra baixo e bloquear os stories que não interessam);
  • Repensar aquele relacionamento que mais te deixa pior do que melhor;
  • Fazer algo que sempre quis, mas que nunca fez pelo simples motivo de achar que não vai conseguir;
  • Procurar terapia;
  • Otimizar o tempo que você passa no transporte público ouvindo um podcast de um assunto que te interessa;
  • Investir num hobby;
  • Parar um pouco, respirar conscientemente e olhar para o céu;
  • Praticar mindfulness (consciência plena);
  • Voltar a estudar.

As opções são infinitas e o ato em si é lindo. É difícil entender, mas ninguém pode fazer isso por nós e nem o mundo vai parar para que a gente passe alguns momentos na semana investindo no nosso bem estar. Temos que nos colocar como prioridade algumas vezes e entender que não é egoísmo pensar na gente, mas um ato de amor que ninguém pode nos tirar.

Sobre autoconhecimento e mudanças no blog

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Pensei seriamente se deveria excluir todo o conteúdo que já tinha produzido no Flamingos para poder iniciar algo do zero agora. Eu sou uma grande fã de começar coisas do zero e já comecei tantos blogs do nada que achei que não seria difícil para mim dessa vez. Mas foi só pensar em tirar do ar tantas coisas legais que já escrevi por aqui ou em abandonar esse espaço que me faz tão bem há tanto tempo que já me bateu um aperto no coração e eu logo desisti da ideia.

Foi aqui, no antigo Flamingos no Café, que eu encontrei o tipo de conteúdo que eu queria fazer e a linguagem que eu queria usar. Mas não posso ignorar o fato de que meus objetivos quando comecei o blog eram bem diferentes dos que eu tenho agora e, mais do que isso, eu não sou mais a mesma pessoa que começou a postar por aqui.

O blog parece e está totalmente diferente do que ele era, por quê eu também estou. O período em que estive na faculdade foi decisivo para que eu (finalmente) desse de cara com o autoconhecimento, uma palavrinha que eu não conhecia até pouco tempo atrás. O Flamingos marcou o momento em que eu estava começando a deixar de lado a pressão para me ajustar a grupos e a minha inconsciente obrigação de achar que para ser “interessante” eu deveria me interessar por coisas que nem eram tão legais para mim.

Naquela época, eu comecei a olhar com mais atenção para mim mesma e identificar onde eu me sentia mais confortável, quais pessoas me traziam esse sentimento, quais peças de roupa, comportamentos, ideologias. Eu descobri que tudo isso fazia parte de um lindo processo de autocuidado que eu precisava ter comigo, afinal nada mais bonito que olhar no espelho e se ver completo, genuíno e honesto, vestido de si mesmo.

E foi assim que eu me vi ao terminar meu curso de Jornalismo. O período que passei na universidade foi repleto de aprendizados sem fim, e fico muito feliz de notar que muitos deles foram a respeito de mim mesma, não como profissional, mas como pessoa mesmo, que hoje não está livre de inseguranças, mas que se sente centenas de vezes mais confortável consigo do que aquela adolescente de quatro anos atrás.

Por isso não via sentindo em continuar no blog com a mesma cara e até com o mesmo nome que ele tinha antes. Agora ele é feito dente-de-leão para representar a pessoa liberta de várias antigas amarras que sou hoje. Alguém que enxerga melhor suas novas possibilidades e que se sente mais positiva sobre elas. Que gosta de enxergar o amor nas coisas que faz e naquilo que o mundo lhe apresenta.

Sou muito grata por todos os momentos que esses quatro anos de universidade me proporcionaram e por todas as pequenas coisas que me tornaram a pessoa que eu sou hoje. Me perdendo, eu meio que me encontrei dentro de mim mesma e estou muito ansiosa para compartilhar todas as maravilhosas aventuras que virão pela frente.

Espero que você esteja comigo nessa.

Arrumando a mala para um fim de semana

Arrumando a mala para um fim de semana

Eu nunca fui muito boa em arrumar mala, sempre carreguei roupas demais, não pensava nos possíveis looks que iria usar no destino e me perdia na hora de fazer combinações. Felizmente, com o tempo eu fui aperfeiçoando minhas escolhas na hora de me organizar e, acredite ou não, o fato de eu ter aprimorado meu estilo e ter me ligado mais ao minimalismo foram atitudes essenciais que tornaram a hora de escolher roupas para viajar muito mais fácil, rápido e prático.

Hoje em dia eu não perco muito tempo na hora de arrumar uma mala para poucos dias. Esse fim de semana eu viajei com uma amiga para a casa dela em Gravatá, no interior de Pernambuco, e vou compartilhar algumas das minhas sacadas na hora da organização que espero possam ser tão úteis para vocês quanto foram para mim. Afinal, para que se complicar e ficar se estressando com uma mala para dois dias e meio?

A primeira coisa em que sempre penso na hora de escolher as roupas que vou levar são os passeios (ou possíveis passeios) que vou fazer. No meu caso, fui no sábado e voltei no domingo e sabia que ia rolar uma mini viajem até Bonito, uma cidade próxima, para tomar banho de cachoeira; talvez a piscina do condomínio, saídas para almoçar e bater perna na cidade e passeios para fazer a noite. Sabendo disso, o maiô era a minha maior prioridade, seguido de roupas confortáveis para andar a pé e algo mais arrumado para a noite.

Outra coisa essencial é olhar o clima da cidade. Eu sempre entro no Climatempo e vejo a temperatura do destino nos dias em que estarei lá. Em Gravatá ia estar bem quente pela manhã (uns 30 graus) e a noite daria uma esfriada (mínima de 20 graus). Então o que fiz foi levar roupas mais fresquinhas e um cardigã para a noite, que é só jogar por cima de qualquer combinação.

Em terceiro lugar, a dica mais importante é levar apenas roupas com cores que combinem entre si. Eu aprendi isso bem na marra, sempre levava partes de baixo que não tinham nada a ver com as de cima e ficava me sentindo bem chateada porque as combinações nunca saíam legais. Eu aprendi que uma viajem não é exatamente o momento de ousar com uma peça diferentona. É preciso agilidade e praticidade. O ideal é levar roupas dentro de uma paleta de cores que combinem entre si.

Com o minimalismo, eliminando peças e comprando mais coisas que tinham a ver comigo, eu percebi que preto, branco e vermelho são as cores que eu mais uso e elas combinam entre si. Acredite em mim, não tem erro usar essa técnica. Claro que você pode ousar com uma peça única de uma cor não tão fácil de combinar, mas ficar dentro da “zona de conforto” ajuda você a não ficar frustrado com um monte de peças que descombinam. Nas viagens de 2017 eu só levei essa paleta de cores e não me arrependi em nenhum momento.

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Com essas observações, eis a lista com as roupas que eu levei:

  • Shorts jeans cintura alta
  • Saia midi estampada preta e branca
  • Regata branca básica
  • Blusa vermelha canelada
  • T-shirt preta estampada
  • Blusa de manga longa básica
  • Vestido preto estampado
  • Cardigã listrado preto e branco
  • Maiô preto
  • Vestido preto para usar por cima do maiô
  • Cinto preto
  • Pijama
  • Rasteirinha preta simples
  • Havaianas

Para fazer essa lista eu levei em consideração a roupa que eu ia, que provavelmente serviria para passar a tarde na cidade, duas combinações para sair a noite, uma roupa para bater perna no domingo e outra combinação para voltar na segunda de manhã. Além da roupa de banho e do pijama.

Não levei muita coisa, mas quis me assegurar que essa quantidade de peças serviria para várias combinações diferentes e possíveis. Por exemplo, eu quis ter certeza que eu iria me sentir confortável de usar tranquilo todas as partes de cima com qualquer parte de baixo; o maiô eu poderia usar como um body se eu quisesse, pois ele funciona bem com o shorts e com a saia midi; a blusa de manga não é tão quente, então eu poderia usar ela a noite (como foi a ideia inicial) ou pela manhã (que foi como eu realmente a usei).

Como resultado, não foi uma mala perfeita. Se eu pudesse mudar algo, não teria levado tantas blusas, com uma a menos eu teria passado os dias bem tranquila; mas principalmente, teria substituído a saia midi por uma legging preta, pois eu não contava que eu fosse sentir tanto frio e a legging traria algumas possibilidades legais para usar a noite. Mas apesar disso, acredito que fiz boas combinações e, acima de tudo, não me compliquei na hora de me vestir, pois gosto bastante de todas essas peças e das combinações que posso fazer com ela. Numa viagem, a última coisa que precisamos nos preocupar é com a roupa que usamos.

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Eu espero que vocês tenham gostado do post e que essas observações sejam úteis nas futuras mini viagens que vocês fizerem. Qualquer outra dica legal pode deixar aqui embaixo nos comentários.