Sobre autoconhecimento e mudanças no blog

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Pensei seriamente se deveria excluir todo o conteúdo que já tinha produzido no Flamingos para poder iniciar algo do zero agora. Eu sou uma grande fã de começar coisas do zero e já comecei tantos blogs do nada que achei que não seria difícil para mim dessa vez. Mas foi só pensar em tirar do ar tantas coisas legais que já escrevi por aqui ou em abandonar esse espaço que me faz tão bem há tanto tempo que já me bateu um aperto no coração e eu logo desisti da ideia.

Foi aqui, no antigo Flamingos no Café, que eu encontrei o tipo de conteúdo que eu queria fazer e a linguagem que eu queria usar. Mas não posso ignorar o fato de que meus objetivos quando comecei o blog eram bem diferentes dos que eu tenho agora e, mais do que isso, eu não sou mais a mesma pessoa que começou a postar por aqui.

O blog parece e está totalmente diferente do que ele era, por quê eu também estou. O período em que estive na faculdade foi decisivo para que eu (finalmente) desse de cara com o autoconhecimento, uma palavrinha que eu não conhecia até pouco tempo atrás. O Flamingos marcou o momento em que eu estava começando a deixar de lado a pressão para me ajustar a grupos e a minha inconsciente obrigação de achar que para ser “interessante” eu deveria me interessar por coisas que nem eram tão legais para mim.

Naquela época, eu comecei a olhar com mais atenção para mim mesma e identificar onde eu me sentia mais confortável, quais pessoas me traziam esse sentimento, quais peças de roupa, comportamentos, ideologias. Eu descobri que tudo isso fazia parte de um lindo processo de autocuidado que eu precisava ter comigo, afinal nada mais bonito que olhar no espelho e se ver completo, genuíno e honesto, vestido de si mesmo.

E foi assim que eu me vi ao terminar meu curso de Jornalismo. O período que passei na universidade foi repleto de aprendizados sem fim, e fico muito feliz de notar que muitos deles foram a respeito de mim mesma, não como profissional, mas como pessoa mesmo, que hoje não está livre de inseguranças, mas que se sente centenas de vezes mais confortável consigo do que aquela adolescente de quatro anos atrás.

Por isso não via sentindo em continuar no blog com a mesma cara e até com o mesmo nome que ele tinha antes. Agora ele é feito dente-de-leão para representar a pessoa liberta de várias antigas amarras que sou hoje. Alguém que enxerga melhor suas novas possibilidades e que se sente mais positiva sobre elas. Que gosta de enxergar o amor nas coisas que faz e naquilo que o mundo lhe apresenta.

Sou muito grata por todos os momentos que esses quatro anos de universidade me proporcionaram e por todas as pequenas coisas que me tornaram a pessoa que eu sou hoje. Me perdendo, eu meio que me encontrei dentro de mim mesma e estou muito ansiosa para compartilhar todas as maravilhosas aventuras que virão pela frente.

Espero que você esteja comigo nessa.

Arrumando a mala para um fim de semana

Arrumando a mala para um fim de semana

Eu nunca fui muito boa em arrumar mala, sempre carreguei roupas demais, não pensava nos possíveis looks que iria usar no destino e me perdia na hora de fazer combinações. Felizmente, com o tempo eu fui aperfeiçoando minhas escolhas na hora de me organizar e, acredite ou não, o fato de eu ter aprimorado meu estilo e ter me ligado mais ao minimalismo foram atitudes essenciais que tornaram a hora de escolher roupas para viajar muito mais fácil, rápido e prático.

Hoje em dia eu não perco muito tempo na hora de arrumar uma mala para poucos dias. Esse fim de semana eu viajei com uma amiga para a casa dela em Gravatá, no interior de Pernambuco, e vou compartilhar algumas das minhas sacadas na hora da organização que espero possam ser tão úteis para vocês quanto foram para mim. Afinal, para que se complicar e ficar se estressando com uma mala para dois dias e meio?

A primeira coisa em que sempre penso na hora de escolher as roupas que vou levar são os passeios (ou possíveis passeios) que vou fazer. No meu caso, fui no sábado e voltei no domingo e sabia que ia rolar uma mini viajem até Bonito, uma cidade próxima, para tomar banho de cachoeira; talvez a piscina do condomínio, saídas para almoçar e bater perna na cidade e passeios para fazer a noite. Sabendo disso, o maiô era a minha maior prioridade, seguido de roupas confortáveis para andar a pé e algo mais arrumado para a noite.

Outra coisa essencial é olhar o clima da cidade. Eu sempre entro no Climatempo e vejo a temperatura do destino nos dias em que estarei lá. Em Gravatá ia estar bem quente pela manhã (uns 30 graus) e a noite daria uma esfriada (mínima de 20 graus). Então o que fiz foi levar roupas mais fresquinhas e um cardigã para a noite, que é só jogar por cima de qualquer combinação.

Em terceiro lugar, a dica mais importante é levar apenas roupas com cores que combinem entre si. Eu aprendi isso bem na marra, sempre levava partes de baixo que não tinham nada a ver com as de cima e ficava me sentindo bem chateada porque as combinações nunca saíam legais. Eu aprendi que uma viajem não é exatamente o momento de ousar com uma peça diferentona. É preciso agilidade e praticidade. O ideal é levar roupas dentro de uma paleta de cores que combinem entre si.

Com o minimalismo, eliminando peças e comprando mais coisas que tinham a ver comigo, eu percebi que preto, branco e vermelho são as cores que eu mais uso e elas combinam entre si. Acredite em mim, não tem erro usar essa técnica. Claro que você pode ousar com uma peça única de uma cor não tão fácil de combinar, mas ficar dentro da “zona de conforto” ajuda você a não ficar frustrado com um monte de peças que descombinam. Nas viagens de 2017 eu só levei essa paleta de cores e não me arrependi em nenhum momento.

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Com essas observações, eis a lista com as roupas que eu levei:

  • Shorts jeans cintura alta
  • Saia midi estampada preta e branca
  • Regata branca básica
  • Blusa vermelha canelada
  • T-shirt preta estampada
  • Blusa de manga longa básica
  • Vestido preto estampado
  • Cardigã listrado preto e branco
  • Maiô preto
  • Vestido preto para usar por cima do maiô
  • Cinto preto
  • Pijama
  • Rasteirinha preta simples
  • Havaianas

Para fazer essa lista eu levei em consideração a roupa que eu ia, que provavelmente serviria para passar a tarde na cidade, duas combinações para sair a noite, uma roupa para bater perna no domingo e outra combinação para voltar na segunda de manhã. Além da roupa de banho e do pijama.

Não levei muita coisa, mas quis me assegurar que essa quantidade de peças serviria para várias combinações diferentes e possíveis. Por exemplo, eu quis ter certeza que eu iria me sentir confortável de usar tranquilo todas as partes de cima com qualquer parte de baixo; o maiô eu poderia usar como um body se eu quisesse, pois ele funciona bem com o shorts e com a saia midi; a blusa de manga não é tão quente, então eu poderia usar ela a noite (como foi a ideia inicial) ou pela manhã (que foi como eu realmente a usei).

Como resultado, não foi uma mala perfeita. Se eu pudesse mudar algo, não teria levado tantas blusas, com uma a menos eu teria passado os dias bem tranquila; mas principalmente, teria substituído a saia midi por uma legging preta, pois eu não contava que eu fosse sentir tanto frio e a legging traria algumas possibilidades legais para usar a noite. Mas apesar disso, acredito que fiz boas combinações e, acima de tudo, não me compliquei na hora de me vestir, pois gosto bastante de todas essas peças e das combinações que posso fazer com ela. Numa viagem, a última coisa que precisamos nos preocupar é com a roupa que usamos.

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Eu espero que vocês tenham gostado do post e que essas observações sejam úteis nas futuras mini viagens que vocês fizerem. Qualquer outra dica legal pode deixar aqui embaixo nos comentários.

Minha pele mudou

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Em julho de 2017 eu decidi que faria diferente com a minha pele, sobretudo a do rosto. Eu estava decidida a, de uma vez por todas, seguir à risca uma rotina de cuidados para mantê-la sempre bonita, ou pelo menos tentar. E de lá para cá as coisas realmente aconteceram e eu achei que seria legal compartilhar aqui um pouco da minha experiência.

Desde 2014 eu tenho sido uma fiel consumidora de hidratantes para o corpo. Isso aconteceu depois do fim de um antigo relacionamento em que eu achei que era mais do que hora de finalmente começar a cuidar de mim. Mas foi quando eu comprei o livro Como Ser uma Parisiense em 2015 que eu parei para refletir, a partir do que eu li, o quanto nossa pele é importante, o quanto nela está refletida todas as nossas noites mal dormidas, todas as coisas erradas que a gente come, a quantidade de álcool que a gente ingere, etc. Graças a essa leitura eu aprendi uma das maiores lições da minha vida: que a gente deve se cuidar com amor, cada um do jeito que acha que deve. E uma das formas que eu achava (e gostava) de me cuidar era dando atenção a minha pele.

Mas se até então eu ainda era relapsa nesse quesito, em julho do ano passado eu decidi que não seria mais. E assim foi. Eu juro.

Assim, comecei em julho a tirar minha (pouca) maquiagem religiosamente todas as noites e usar duas vezes ao dia os produtos que eu comprava para o rosto. Beber mais água e comer menos besteira também são fundamentais para que tudo fique bem, mas só de usar os produtos sem interrupção, ou quase isso, eu notei uma mudança colossal (e é essa a palavra mesmo).

Minha pele do rosto sempre foi muito oleosa. Eu lembro perfeitamente de ter usado diversos tipos de produtos manipulados e protetores solares caros e nada dar jeito de controlar a oleosidade. Quando eu chegava em casa no fim do dia estava sempre com o rosto brilhando mais que tudo. Mas quando eu passei a ter regularidade no uso dos produtos que eu tenho em casa a mudança veio e foi melhor do que qualquer coisa que eu tinha feito até então.

Acho que consultar um dermatologista é sempre a melhor coisa a se fazer se você tem um problema grave de pele, mas como o meu caso não era esse, dei uma parada nas consultas com a minha médica (longa história) e passei a tentar entender o que a minha pele precisava e daí ver o que eu podia fazer. E deu muito certo. Em poucos meses a minha pele ficou naturalmente menos oleosa, de um jeito que eu nunca vi, apenas cuidando das necessidades dela e tendo regularidade nesses cuidados.

E ela nunca mais foi a mesma. Hoje eu volto para casa depois de um dia inteiro fora apenas com um leve brilho na testa. Isso é tão novo para mim. Ela está bem mais macia e uniforme do que antes e o viço que ela ganhou é notável.

Quero deixar claro que o que realmente fez diferença não foi o quanto eu paguei num produto, porque só costumo usar coisas baratinhas na minha pele, mas sim a regularidade com que o usei. Eu vi os resultados aparecendo bem na minha frente e foi muito surreal.

Ainda tenho espinhas, elas ainda aparecem com frequência, mas apenas uma vez ou outra e principalmente na TPM, o que é totalmente normal. E claro que a minha pele tem seus bad moments, mas seguindo essa rotina e entendo os reflexos do que acontecia externa e internamente eu passei a compreender as mudanças que ocorriam nela e como as minhas atitudes interferiam no resultado final. Hoje eu sei que TPM é sinônimo de espinha; falta de água deixa ela seca; muito chocolate gera mais espinha; muito sódio deixa ela menos macia e com mais imperfeições, e assim por diante.

É tão importante entender nosso corpo, ouvir o que ele diz e cuidar dele da melhor forma possível. E a pele também faz parte dele, é o nosso maior órgão e cuidar dele não é uma futilidade. E essa é a melhor lição que eu tiro disso tudo. A gente realmente deve se cuidar com amor.

Para quem ficou curioso sobre o que deu certo na minha pele, no próximo post eu falo sobre cada um dos produtinhos. Até lá!